Botafogo tenta afastar fantasma da altitude após eliminação para a LDU em 2025; Já em 2024, Botafogo iniciou campanha campeã daquela Libertadores na altitude

 


A altitude volta ao caminho do Botafogo na Libertadores. Eliminado em Quito para a LDU em 2025, o clube carioca começa a edição de 2026 em Potosí, a 4.000 metros do nível do mar, em busca de superar o fantasma da altitude.


O Botafogo enfrentou a LDU pelas oitavas de final da Libertadores de 2025. Em casa, o clube carioca venceu por 1 a 0, com gol de Artur Victor. A vantagem de um gol mostrou-se pequena na volta.



Foi a primeira partida do técnico Davide Ancelotti na altitude. Em Quito, o Botafogo enfrentou 2.850 metros. Com gols de Vllamil e Alzugaray, a LDU venceu por 2 a 0 e avançou às quartas de final.


Contra o Nacional Potosí, o Botafogo terá uma altitude ainda maior pela frente. Na Bolívia, a equipe precisa jogar a 4.000 metros do nível do mar, um desafio que somente um brasileiro saiu vitorioso.


Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza e Paraná não conseguiram superar Real Potosí e Nacional Potosí em confrontos pela Libertadores e pela Sul-Americana. Apenas o Palmeiras, em 2009, venceu o Real Potosí na Bolívia.


Sob comando de Martín Anselmi, o Botafogo faz um planejamento único para jogar na altitude. O técnico treinou o Independiente del Valle, de Quito, e tem experiência na altitude dos Andes. O grupo principal fez treinamentos com bolas de vôlei para se ambientar às dificuldades.


Jovens do elenco foram para a Bolívia quase uma semana antes da partida visando facilitar a adaptação, pensando na utilização dos atletas no jogo. Alguns estudos apontam que cinco dias na altitude é eficaz para adaptar o corpo e minimizar efeitos. Os atletas mais jovens e "com mais físico" foram os escolhidos.


A delegação principal viajou somente nesta terça-feira e sobe para Potosí na quarta, dia do jogo. A ideia é que eles tenham menos tempo para sentir o peso da altitude.


  
Luiz Henrique e Igor Jesus beijando a taça da Libertadores naquela tarde inesquecível no Estádio Mâs Monumental em Buenos Aires, em 30 de Novembro De 2024 - Foto Reprodução: Juan Mabromata/AFP

O Botafogo tem ao menos um motivo para ficar contente em começar a Libertadores de 2026 nos 4.000 metros de Potosí: a mística. Quando foi campeão, em 2024, a campanha também começou na altitude da Bolívia.


Nesta quarta-feira, às 21h30, o Botafogo encara a altitude de 4.000 metros para enfrentar o Nacional Potosí pelo jogo de ida da segunda fase da Libertadores. O jogo de volta será no dia 25, no Estádio Nilton Santos.


O Botafogo não vive um bom momento em campo. São cinco derrotas seguidas na conta do time de Martín Anselmi, que foi eliminado do Campeonato Carioca no último domingo. Ainda assim, busca fazer valer a diferença técnica com o Nacional Potosí.


Além disso, o Botafogo inovou na logística do jogo. Jovens do sub-20 viajaram para Potosí com uma semana de antecedência. O time principal viaja para Sucre nesta terça-feira e sobe para a cidade do jogo somente na quarta, dia da partida.


Em 2024, o Botafogo também começou a campanha da Libertadores na Bolívia. Diante do Aurora, enfrentou a altitude de 2.570 metros em Cochabamba e empatou por 1 a 1, com gol de Junior Santos. O time da casa empatou nos acréscimos.


O jogo na Bolívia foi o primeiro passo de uma campanha histórica. Na volta, venceu por 6 a 0 e avançou para enfrentar o RB Bragantino. Com uma vitória por 2 a 1 no Nilton Santos e um empate em Bragança Paulista, o Botafogo chegou na fase de grupos.


O resto é história. O Botafogo avançou em segundo na fase de grupos e virou um trator no mata-mata, com classificações sobre Palmeiras, São Paulo e Peñarol até o título diante do Atlético-MG.

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