A entrevista coletiva após a derrota para o Fluminense por 1 a 0, na noite da última quinta-feira 12/2, no Maracanã, virou palco para o técnico Martín Anselmi pedir o fim das saídas de jogadores do Botafogo e uma direta à Textor, ainda dono da SAF Botafogo. O treinador argentino fez um apelo à diretoria ao comentar sobre as baixas no elenco.
Assista abaixo:
RECADO CLARO DO ANSELMI: NÃO PODE MAIS VENDER NINGUÉM! ⚠️#FutebolBrasileiro #Brasileirão #Entrevista #PósJogo pic.twitter.com/cR4GN2r4Gc
— TNT Sports BR (@TNTSportsBR) February 13, 2026
— O Botafogo não pode perder mais nenhum jogador. É simples. Vocês estão vendo o que está acontecendo. Não sou o dono do clube, não decido essas coisas, mas em meu ponto de vista, o Botafogo não pode vender mais ninguém — pediu Anselmi.
A derrota desta noite foi a quarta seguida do Botafogo na temporada, três delas em clássicos. O técnico foi direto ao comentar a sequência: "Não é momento de falar, temos que fazer".
— Trabalhar, a gente trabalha, muito. Meus jogadores trabalham muito em cada treino, e a comissão trabalha muito. Temos que fazer. Temos que fazer o que trabalhamos, o que treinamentos, dentro do campo. Se você olhar novamente o jogo... Para falar, tem que olhar novamente o jogo. A sensação que se tem agora não sei se é verdadeira diante do que está acontecendo ou do que aconteceu dentro do campo. Minha sensação hoje e minha emoção hoje é que, o que queríamos ser, não fomos dentro do campo.
— Queremos ter uma identidade, e essa identidade hoje não se reflete dentro de campo. Acho que é isso. A equipe defende bem, ok, mas eu não gosto de defender assim. Gosto de pressionar, de ter intensidade. Hoje o Fluminense trabalhou bem a bola. Temos que jogar como treinamos todos os dias. Temos jogadores que têm a capacidade de jogar porque me demonstram no dia a dia e têm o desejo de fazer. O que temos que fazer? Fazer o que fazemos no dia a dia no treino — completou.
Neto protagonizou mais uma falha e comprometeu no lance no gol do Fluminense. Antes, o goleiro já havia falhado contra o Grêmio. Questionado sobre a titularidade no gol, Anselmi incentivou a disputa.
— Acho que falar em nomes não fez sentido. Acho que todos os meus atletas estão para competir por um lugar, todos podem ser titulares a qualquer momento. Quem estiver melhor, vai jogar.
O Botafogo enfrentará àquele time da gávea pelas quartas de final do Carioca, no domingo, às 17h30 (de Brasília), no Estádio Nilton Santos. Este jogo único decidirá o classificado para a semifinal.
Por que o Botafogo não esteve arrumado em campo hoje?
A resposta exata... Preciso olhar o jogo novamente para ter uma resposta exata sem as emoções que estou sentindo agora. Só posso responder o que falei na resposta anterior. Minha sensação é que não fizemos o que fazemos nos treinos. Também há circunstâncias que acontecem, não vou mencioná-las porque não sou de fazer essas coisas, parece desculpa. Não quero cair nisso, não sou de encontrar desculpas. Não vou fazer isso. Minha sensação hoje é essa. Agora temos um jogo para dar outra cara nesse sentido.
O que faltou para o Botafogo conseguir empatar o jogo?
É o mesmo que eu falei, não posso falar que meus jogadores não correm, meus jogadores não treinam, que não têm atitude. Porque é o contrário, estou muito contente com eles. Sei o que eles fazem no dia a dia, nos treinos, o desejo que eles têm de serem os melhores. As coisas não estão passando por aí. Quando temos a bola, essa inspiração que você está falando depende de muita coisa prévia que temos que fazer. Temos que melhorar. Nós gostamos de ter a bola e de controlar o jogo através da bola. E acho que não estamos fazendo isso. Quando não temos a bola, temos que correr. Quando temos que correr, começamos a ser uma equipe que é dominada. O que temos que fazer? Ter a bola. Para ter a bola, temos que ter esse desejo de ter a bola para correr menos. Quando você tem a bola e perde, tem que estar fresco para recuperar a bola. Mas se perde rápido, você vai ficar correndo o jogo inteiro. O rival vai te dominar. O que temos que fazer? Ter a bola. Porque correr, nós corremos.
O que aconteceu com Allan e Danilo? Preocupam?
Não sei ainda o que tem o Danilo, tampouco o que tem o Allan. Pelo que me lembro, Allan resvalou e sofreu uma moléstia muscular. O Danilo pode ser uma pancada, talvez não seja nada.
Vai manter o time titular contra o Flamengo?
Temos que pensar o dia a dia. Agora temos uma partida importante e vamos ver quem são os melhores jogadores para jogar. Depois vamos pensar na Bolívia. É um jogo de cada vez.
Como está o planejamento para chegada de reforços?
É uma situação difícil porque temos algumas posições em que vamos trabalhar, precisamos ter jogadores. Não temos reposição em algumas situações. Hoje o Jordan (Barrera) está jogando no meio, estamos trabalhando para que ele consiga jogar assim, mas sabemos que ele não é meia. Ele está treinando. Para jogar uma partida dessa magnitude, Wallace não tem minutos de competição real para jogar esse tipo de partida. A mesma coisa o Novaes, que está treinando muito bem, mas quero colocá-lo quando for o momento de dar respaldo a ele. Nesse tipo de jogo, acho que o Jordan tem mais capacidade de estar presente. Claro que precisamos de jogadores. O mesmo acontece em outras posições. Estamos trabalhando no dia a dia, a diretoria está se esforçando para poder trazer esses jogadores. Nesse sentido, nós pensamos a mesma coisa.
