Plano controverso de John Textor é não pagar aporte/empréstimo à GDA LUMA e Hutton Capital, ideia é que tais empresas e investidores de ambas, se tornem donos da SAF Botafogo e da Eagle Holdings BidCo com ações doadas para eles

 

 
John Textor e o chapéu de Cowboy - Foto Reprodução - ICON Sport

O Botafogo recebeu um aporte/empréstimo de aproximadamente US$ 20 milhões (R$ 103,9 milhões), valor que pode chegar a US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em breve. A quantia encerrou o Transfer Ban, mas provocou divergências internas devido aos juros elevados de 25% ao mês — índice que dobra a cada quatro meses.


No “UOL”, o colunista Pedro Lopes detalhou os planos controversos de John Textor.


Os aportes/empréstimos foram realizados pelos investidores Hutton Capital e GDA Luma. Esta última, como já revelou a coluna, é especializada na reestruturação de “ativos podres” — instituições endividadas — e tem interesse em assumir o controle dos clubes que hoje integram a Eagle Holdings BidCo, empresa de Textor.


Esses empréstimos feitos por Hutton e GDA representam o primeiro passo de uma operação e, por isso, são conversíveis em “equity” (capital privado), ou seja, participação acionária. Na prática, em vez de quitar o valor com juros, John Textor e o Botafogo poderão, futuramente, pagar a dívida com ações — os 90% que Textor, junto da Eagle Holdings BidCo, detém da SAF Botafogo além de outros 65,4% que John Textor possui da Eagle Holdings BidCo que podem ser repassados. Assim, os investidores via GDA Luma (que tem Todd Boehly como um dos principais nomes) e a Hutton Capital passariam a ser acionistas ou até proprietários da SAF.


Os investidores da GDA Luma e da Hutton Capital, responsáveis pelo aporte/empréstimo, apurou a coluna, demonstram interesse em se tornarem acionistas e controladores da Eagle, trazendo o Lyon de volta ao ecossistema. Com o avanço da operação, ficariam em posição de negociar a saída da Ares e da Iconic, acionistas da Eagle que disputam com Textor o controle da companhia e cobram, juntos, cerca de US$ 550 milhões (R$ 2,85 bilhões) do empresário Norte-americano.


Os juros elevados do empréstimo são a base dessa complexa movimentação. A coluna ouviu de fontes ligadas às negociações que, atualmente, os adversários de Textor na Justiça estariam mais inclinados a buscar uma solução ao lado do Norte-americano. A informação, porém, não foi confirmada nem pela Ares Management Corporation nem pela Iconic Sports, que neste momento aguarda o julgamento completo contra John Textor na Justiça comercial britânica, em Londres, nas próximas semanas, para reaver US$ 97 milhões (R$ 504,0 milhões).


Nesse cenário, os aportes/empréstimos com juros altos (25% ao mês) oferecem a Textor uma camada adicional de proteção. A partir de agora, caso alguém consiga afastá-lo da SAF e do Botafogo, herdará também essa dívida que, diante das taxas elevadas, tende a crescer rapidamente.


Como elemento de diálogo com os novos investidores que ele próprio articulou, John Textor se torna praticamente parte indispensável de qualquer solução.


Com informações Pedro Lopes UOL

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