A auditoria contratada pelo Botafogo para avaliar o aporte que na verdade é um empréstimo com a GDA LUMA e Hutton Capital com juros de 25% ao mês, prometido por John Textor para a SAF deve dar um retorno ao clube associativo até o fim da próxima semana, segundo informou o repórter Juliano Lima, do “SporTV”, neste domingo (1/2).
Textor esteve em São Paulo na última sexta-feira ao lado do presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, e apresentou toda a situação da SAF, incluindo números da dívida e como ele pretende solucioná-la.
Ainda de acordo com o repórter, Textor também explicou outros detalhes do aporte, como investimento de novos sócios, taxa de juros e se pode haver venda de jogadores como garantia de pagamento.
Após a auditoria ser concluída, o clube associativo vai avaliar se aprova ou não o aporte prometido de US$ 50 milhões. Parte desse valor seria utilizado para o Botafogo pagar a dívida com o Atlanta United e sair do Transfer Ban.
O Ainda Dono da SAF do Botafogo, John Textor se reuniu neste domingo com o presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense no estádio Nilton Santos. O principal assunto do encontro foi também o mais urgente nos bastidores do Botafogo: o novo aporte financeiro esperado para os cofres do clube, que vive momento financeiro delicado e ainda está penalizado com um Transfer Ban.
Em conversa com o ge, tanto John Textor quanto João Paulo Magalhães Lins detalharam o debate que se estende há alguns dias entre as partes. Na última quinta-feira, o clube social cobrou garantias de sustentabilidade financeira em uma reunião.
No dia seguinte, Textor e João Paulo se reuniram com o banco BTG Pactual em São Paulo. SAF e clube social ainda esclarecem detalhes sobre o aporte, mas prevalece o entendimento de que o aval do associativo do Botafogo é a pendência final para a entrada do dinheiro. A primeira parcela do investimento gira na casa de US$ 28 milhões, cerca de R$ 147 milhões.
— Eu quero esclarecer exatamente onde estamos em relação ao aporte. Eu fiquei desapontado por não conseguir abordar as complexidades disso na quinta-feira, porque queríamos fazer um anúncio significativo antes do jogo contra o Cruzeiro. (A goleada por) 4 a 0 sobre o Cruzeiro, caso alguém tenha esquecido. Nós temos mais do que US$ 25 milhões em uma conta. É a primeira parcela de um financiamento muito maior que nós estamos aqui detalhando e descrevendo mais profundamente em benefício do clube social. Neste momento, a Ares tem, na verdade, apoiado. Pode ter havido algumas indicações contrárias, mas a Ares apoia a entrada de dinheiro no clube. A Eagle Holdings Bidco, o Conselho inteiro antes de eu fazer mudanças, aprovou a resolução em apoio a esse financiamento.
A direção (da SAF, refere-se ao CEO Thairo Arruda) agora está totalmente alinhada. O apoio que precisamos da direção existe. Mas é um financiamento bastante complicado, e há muita coisa envolvida. Não estamos só tentando financiar essa janela de transferências, o transfer ban. Queremos garantir que vamos resolver esse problema de vez, e que vamos capitalizar propriamente um clube a nível de (disputar) campeonatos daqui em diante. O clube social está tendo que digerir muitos detalhes de forma muito rápida. A viagem ao BTG (em São Paulo) não foi como tem sido reportada, pedindo dinheiro a um banco. Eles são ótimos assessores financeiros do clube social, e foi importante que nós explicássemos tudo a eles. Aproveitamos a nossa viagem juntos, ainda temos algum trabalho a fazer, mas esperamos resolver tudo rapidamente.
— John Textor, dono da SAF do Botafogo
Os sócios para o aporte são a GDA Luma Capital e Hutton Capital. Ainda que este não seja um requisito legal para a celebração do contrato, Textor mencionou que os novos investidores gostariam de uma unanimidade. Isso inclui Textor, Thairo, o Conselho de Administração e o próprio clube social, que é acionista minoritário da SAF.
— É importante que você tenha aprovação de todos na organização. O novo capital (investidores) gosta de saber que todos estão a bordo. Ninguém quer financiar uma nova situação onde você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos, e não entenda o porquê de estar acontecendo. Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria de que questionassem a validade do aporte, dos documentos. E isso é bastante habitual. Ninguém quer financiar (uma situação) com votos distintos. É um requisito bastante comum entre pessoas com bastante capital em jogo — disse Textor.
O CEO do Botafogo, Thairo Arruda chegou a se afastar de Textor por discordâncias quanto aos termos do aporte. Os dois ficaram sem se falar por dias, com um clima de guerra fria nos bastidores. Agora, segundo Textor, o assunto ficou para trás. Procurado pela reportagem do ge, Thairo ainda não se manifestou; a nota será atualizada caso ele o faça.
John Textor segue no Rio de Janeiro em busca da aprovação do aporte que quer fazer no Botafogo, com o apoio de GDA Luma Capital e Hutton Capital. Segundo reportagem do “GE”, ele deve receber sinal verde do clube associativo até a próxima quarta-feira (4/2).
Uma auditoria foi contratada para avaliar as condições do negócio, e Textor viajou a São Paulo com o presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins, para tratar da questão. Os dois também se reuniram neste domingo, e João Paulo comentou o atual cenário.
O que disse João Paulo Magalhães Lins:
— Tenho dito desde o início que a gente apoia o profissionalismo do futebol, uma gestão moderna. Com certeza, se for algo que se prove positivo, vai contar com o nosso apoio. A gente trouxe um parceiro institucional para nos ajudar a entender. Às vezes, há coisas muito sofisticadas que a gente precisa de ajuda para ter um entendimento melhor, para podermos tomar a melhor decisão de forma profissional. Falamos para o John: “a gente gosta do Botafogo, não gostamos de pessoas. Gostamos do Botafogo bem”. Vamos sempre tomar as melhores decisões profissionais para o Botafogo, o que for uma recomendação profissional nós vamos fazer sempre. O que fomos fazer em São Paulo foi isso: fomos em busca de conversas. Realmente, uma oportunidade. Fomos analisar, foi um bate-papo, e estamos aqui conversando. Domingo, 1h da manhã, pós-jogo, para termos uma solução o quanto antes — disse João Paulo ao “GE”.
— O clube social é sócio da SAF e o relacionamento sempre foi, sempre será bom. O fato de você perguntar alguma coisa não quer dizer que você brigou com a pessoa. O Botafogo não briga com a SAF. Somos apoiadores. Somos um só Botafogo. Essa coisa de ficar separando é uma coisa estranhíssima. A gente só quer que o melhor aconteça — completou o presidente.
De acordo com o portal, a primeira parcela do investimento é estimada em cerca de US$ 28 milhões (R$ 147,4 milhões na cotação atual). Parte do dinheiro seria utilizado para pagar a dívida com o Atlanta United e livrar o Botafogo do Transfer Ban.

