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O atual presidente do Botafogo Associativo, João Paulo Magalhães Lins, John Textor agora afastado, e o novo diretor geral Durcesio Mello em 11/09/2025 - Foto: Thiago Rodrigues/AGIF |
Na noite de quinta-feira, 23 de abril de 2026, o programador e empresário Norte-americano John Charles Textor foi afastado da liderança da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A decisão, que foi tomada por determinação do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ocorre no contexto de uma batalha jurídica acirrada que envolve disputas sobre a gestão e estrutura do clube e valores emprestados, em dinheiro não devolvidos por Textor à Ares e Iconic Sports (com esta ainda vai ser concluído nos próximos meses) Pois o julgamento completo na justiça britânica está reunindo testemunhas e juízes para definir o caso, o que se sabe é que a Iconic Sports tem chance de 75% de vencer John Textor.
O Tribunal Arbitral, responsável por resolver a controvérsia societária envolvendo Textor e o Botafogo, determinou o afastamento de Textor, mas a decisão será reavaliada em uma nova sessão marcada para quarta-feira, 29 de abril de 2026. Durante esse período, Durcesio Mello, ex-presidente do Botafogo e membro do Conselho de Administração da SAF, assumirá o cargo de diretor geral interino. A nomeação de diretores dentro da SAF é feita pelo Conselho de Administração, que inclui Durcesio Mello, o próprio Textor, e outros dois aliados do empresário Norte-americano: Jordan Fiksenbaum e Kevin Weston.
O Papel de Fiksenbaum e Weston no Imbróglio
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Jordan Fiksenbaum e Kevin Weston - Fotos/Arquivo pessoal |
Fiksenbaum e Weston desempenham papéis centrais nas controvérsias internas do Botafogo. Ambos foram nomeados membros do conselho da Eagle Bidco em novembro de 2025, após Textor afastar Mark Affolter, executivo importante na Ares Management, outra companhia vinculada ao processo de reestruturação do clube. Textor, que tem uma relação estreita com Fiksenbaum e Weston, também se conectará com eles por meio de chamadas de vídeo e ligações, conforme o andamento dos eventos.
Foi com o apoio desses dois aliados que o primeiro empréstimo da GDA LUMA foi aprovado em fevereiro, um movimento que teve duras repercussões na estrutura interna do Botafogo. Durante esse período, Durcesio Mello votou nulo, enquanto o então CEO do clube, Thairo Arruda, pediu demissão. Arruda tinha planos de afastar Textor do comando da SAF e colocar executivos ligados ao Banco BTG Pactual no lugar, o que gerou ainda mais tensões e complicou o cenário político e administrativo dentro do Botafogo.
Possíveis Mudanças no Conselho e o Futuro da Gestão do Botafogo
Com a decisão judicial em aberto e as reavaliações previstas para a próxima semana, tanto a Eagle Bidco quanto o Botafogo associativo têm o direito de promover mudanças na estrutura do Conselho de Administração. No entanto, até o momento, essa reestruturação não ocorreu, mantendo Textor e seus aliados no controle da gestão do clube.
Antes da nomeação de Durcesio Mello como diretor geral interino, o nome de Léo Coelho, atual diretor de coordenação de futebol, foi cogitado para o cargo. Coelho contava com o apoio da SAF e do clube social, mas a mudança na liderança pode ser temporária, dependendo dos resultados das deliberações judiciais que ocorrerão nos próximos dias.
A Busca por um Novo Comprador
Enquanto as disputas jurídicas se intensificam, a Ares Management, maior credora da Eagle Bidco, em conjunto com a consultoria Cork Gully, planejam anunciar um novo comprador para a SAF do Botafogo na próxima semana. O objetivo dessas empresas é buscar uma solução definitiva que isole Textor de forma permanente, colocando fim à instabilidade e permitindo que o Botafogo siga com uma gestão mais consolidada. Caso essa mudança ocorra, pode representar um marco importante na história recente do clube, que busca superar suas dificuldades financeiras e organizacionais feitas por Textor, com problemas após o caixa único envolvendo Botafogo e Lyon.
Em comunicado, a SAF do Botafogo indicou que tomará todas as medidas necessárias para que John Textor retome o cargo que ocupa desde a reestruturação do clube. No entanto, o futuro do empresário à frente da SAF permanece incerto, com a resolução definitiva da disputa aguardada para a próxima quarta-feira, 29 de abril de 2026.
O afastamento provisório de John Textor do comando da SAF do Botafogo representa um capítulo importante e tenso na história recente do clube carioca. A reavaliação judicial que ocorrerá na próxima semana pode decidir o destino de Textor e da gestão da SAF, enquanto a pressão por uma solução definitiva cresce. O futuro do Botafogo dependerá das decisões que serão tomadas nos próximos dias, e a perspectiva de uma nova gestão, com ou sem Textor, poderá reconfigurar completamente a estrutura do clube.

