Disputa de US$ 97 milhões entre Iconic Sports de James Dinan e John Textor chega à Suprema Corte do Reino Unido, sob análise da juíza Lesley Anderson KC


Jamie Dinan da Iconic Sports e fundador da York Capital, a Juíza Lesley Anderson e John Charles Textor - Foto Reprodução


Em uma audiência de aplicação realizada nesta quinta-feira que se passou, 21 de maio de 2026, às 09h30, na Court 20 da High Court (Suprema Corte) britânica, sob a presidência da juíza Lesley Anderson KC, a disputa envolvendo a Iconic Sports e o empresário americano John Textor avançou mais um passo em um litígio que já se arrasta por mais de 10 meses nos tribunais comerciais do Reino Unido, caso que começou em 3 de Julho de 2025.


O caso gira em torno de que a Iconic Sports de James ¨Jamie¨ Dinan e seus sócios, Alex Knaster e Edward Eisler; realizou investimentos vinculados à estrutura do grupo Eagle Football, além de assim como a ARES Management Corporation, ajudou na compra do Lyon em 2022, do qual Textor é uma das figuras centrais da então Eagle Football, onde foi afastado, e que existiriam obrigações contratuais de pagamento não cumpridas associadas a esse arranjo financeiro.


Segundo os autos do processo, a Iconic Sports afirma que os valores em disputa podem chegar a aproximadamente US$ 97 milhões + juros (mais de R$486 Milhões), relacionados a compromissos financeiros supostamente assumidos na estrutura de investimento. Já a defesa de Textor nega qualquer responsabilidade pelos pagamentos reivindicados, sustentando que não há obrigação válida ou exigível nos termos alegados.


O histórico judicial mostra que o Tribunal Comercial da Inglaterra já havia permitido que partes substanciais da reivindicação prosseguissem, reconhecendo mérito suficiente para análise em fase de julgamento. Em paralelo, a Iconic Sports obteve uma vitória preliminar relevante em 21 de janeiro de 2026, na Corte de Apelação, fortalecendo sua posição processual e abrindo caminho para a continuidade do caso na esfera comercial britânica.


Apesar disso, a defesa de Textor apresentou recursos ao longo do processo, buscando reverter ou limitar o escopo das alegações, embora nem todas as iniciativas tenham avançado com sucesso até o momento.


Durante a audiência desta semana, conduzida por Lesley Anderson KC — atuando como juíza da High Court (Suprema Corte) — foram tratados aspectos procedimentais relacionados à fase atual do litígio, com expectativa de que o caso siga para uma resolução mais ampla no Tribunal Comercial britânico.


A magistrada Lesley Anderson KC atua como King’s Counsel e integra a divisão da High Court da Inglaterra e País de Gales, frequentemente designada para casos complexos de direito comercial e disputas societárias de alta relevância financeira.


Lesley Anderson é reconhecida na prática jurídica britânica por sua atuação em litígios empresariais sofisticados, especialmente em temas envolvendo contratos comerciais complexos, disputas societárias, insolvência e estruturas de investimento internacionais. Sua designação como KC (King’s Counsel) reflete a senioridade dentro da advocacia de elite no Reino Unido, reservada a advogados e juristas de destaque excepcional.


No sistema judicial britânico, juízes com experiência equivalente à de Anderson são frequentemente alocados para casos de alta complexidade econômica e jurídica, como o atual litígio envolvendo a Iconic Sports e estruturas associadas ao futebol global.


A disputa, que envolve estruturas complexas de investimento no futebol internacional, tem atraído atenção do mercado esportivo e financeiro, especialmente devido ao impacto potencial em operações vinculadas ao grupo Eagle Football e suas participações globais. A audiência desta semana foi de natureza procedimental, focada no andamento do caso na High Court, sob supervisão de Lesley Anderson KC.


Até o momento, nenhuma das partes divulgou novos comentários públicos após a audiência. O processo segue em andamento no sistema judiciário do Reino Unido, e deverá ter uma data conhecida posteriormente para que a audiência final e decisão no Tribunal Comercial Britânico defina quem vencerá o longo litígio.

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