Em coletiva de imprensa: John Textor acusa Clube Associativo de traição e culpa de ter surgido Transfer Bans, e alega ser o dono de 90% da SAF Botafogo e limita novos investidores a Marinakis e Kia Joorabchian (VÍDEOS)


Em coletiva de imprensa realizada no Hotel Hilton do Bairro da Barra Da Tijuca, no Rio de Janeiro, o programador e empresário Norte-americano diz que continua sendo proprietário da SAF alvinegra, acusa dirigentes de traição, responsabiliza associativo pela crise financeira e pelos Transfer Bans e afirma que proposta de Marinakis e Kia representa o ¨melhor futuro¨ para o Botafogo.


Em coletiva extraordinária desde o início da crise institucional que envolve o controle da SAF do Botafogo, John Textor fez uma série de acusações contra o clube associativo, contestou sua saída do comando da empresa, afirmou continuar sendo o legítimo proprietário de 90% das ações da SAF e lançou um duro alerta a qualquer investidor interessado em adquirir participação no clube.


Falando durante coletiva que foi iniciada às 11h30, nesta quarta-feira, 2/6 no Hotel Hilton, que fica Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o empresário Norte-americano afirmou que qualquer negociação envolvendo a venda das ações sem sua autorização poderá ser considerada inválida.


Assista aos vídeos abaixo:








Ao longo de uma entrevista marcada por críticas contundentes, Textor também defendeu a proposta apresentada por Evangelos Marinakis e Kia Joorabchian, explicou a frustrada negociação envolvendo Danilo e Álvaro Montoro com o Nottingham Forest, responsabilizou o clube associativo pelos atuais transfer bans que atingem o Botafogo e atacou diretamente o presidente do clube social, João Paulo Magalhães.


A manifestação ocorre 40 dias após o seu afastamento da presidência da SAF, determinado em 23 de abril de 2026 pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV).


Na ocasião, a decisão apontou que Textor possuía "potencial para causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo".


Desde então, a gestão da SAF passou a ser conduzida por Eduardo Iglesias, dirigente responsável pela administração temporária da empresa e pela busca de novos investidores.


"EU SOU O DONO DE 90% DAS AÇÕES"


O principal tema da entrevista foi a disputa societária pelo controle da SAF.


Textor afirmou categoricamente que continua sendo o proprietário da participação majoritária do Botafogo e sustentou que nem a Eagle Bidco nem o clube associativo possuem legitimidade para comercializar as ações que, segundo ele, lhe pertencem.


"O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido."


O empresário disse que a disputa jurídica ainda será resolvida nos tribunais e afirmou que a questão central é determinar se ele continua sendo o proprietário dos papéis ou se a Eagle conseguirá convencer os árbitros de uma interpretação diferente dos documentos societários.


Segundo Textor, entretanto, existe um ponto que para ele é indiscutível: o clube social não possui qualquer prerrogativa para negociar a venda da SAF.


"Um grupo que não tem o direito de fazer isso é o associativo."


Durante sua fala, o empresário criticou a influência histórica do clube social sobre o futebol alvinegro.


"Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso."


ACUSAÇÃO DE TRAIÇÃO E CRÍTICAS AO CLUBE SOCIAL


Textor elevou o tom ao afirmar que foi traído por dirigentes ligados ao associativo durante negociações envolvendo investidores.


Segundo ele, acordos teriam sido realizados sem transparência e sem que os envolvidos informassem corretamente o que estava acontecendo.


"Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo."


O norte-americano também ironizou a intenção do clube social de tentar adquirir participação na SAF.


"Agora dizem que vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou."


Em seguida, voltou a atacar a postura política do associativo.


"O clube social tem que se responsabilizar pelo que está acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta."


TEXTOR NEGA TER FEITO OFERTA PARA RECOMPRAR A SAF


Apesar das informações que circularam nos bastidores sobre uma possível tentativa de reassumir formalmente o controle do Botafogo, Textor negou que tenha apresentado qualquer proposta de recompra ao clube social.


Segundo ele, as reuniões realizadas nos últimos meses envolveram apenas a apresentação de investimentos que estaria disposto a realizar caso permanecesse ligado ao projeto.


"Eu nunca fiz uma oferta para o clube social para fazer nada além de apresentar aos membros o que eu estou disposto a investir na SAF."


O empresário também afirmou que deixou claro, por meio de comunicações oficiais, que o associativo não possui autoridade para negociar a oportunidade de investimento oferecida por ele.


"Eu não fiz uma oferta que eles votaram."


Textor afirmou ainda que enviou e-mails alertando que o clube social não poderia comercializar a oportunidade para grupos como GDA ou Mastercom Capital.


"Não estou oferecendo comprar nada de volta."


Para o empresário, os documentos analisados recentemente reforçam cada vez mais sua interpretação de que os direitos acionários permanecem em suas mãos.


"Os documentos ficaram mais claros nas últimas semanas e meus direitos ficaram mais claros."


MARINAKIS E KIA: A DUPLA QUE TEXTOR QUER NO BOTAFOGO


Embora sustente ser o controlador legítimo da SAF, Textor declarou apoio explícito à proposta apresentada por Evangelos Marinakis e Kia Joorabchian.


Ele afirmou que ambos representam o melhor cenário possível para o futuro do Botafogo.


"Deixe-me dizer primeiro que esses são dois homens que comandam organizações muito grandes."


Ao falar sobre Kia, o empresário destacou sua influência global.


"O Kia, em particular, se tornou uma pessoa de sucesso bem além do futebol."


Textor ressaltou as conexões internacionais do empresário iraniano-britânico.


"Ele não só está conectado a muitas pessoas no futebol, mas tem acesso aos melhores atletas do mundo."


O americano chegou a citar sua experiência pessoal.


"Eu mesmo conheci algumas das pessoas mais incríveis através do Kia."


Segundo Textor, Kia possui exatamente o perfil necessário para fortalecer o projeto esportivo do Botafogo.


"Ele sempre tem uma solução, sempre tem um jogador, sempre tem um treinador. É exatamente a pessoa que você quer por perto."


MARINAKIS COMO "FORÇA CONHECIDA"


Ao comentar Evangelos Marinakis, proprietário do Nottingham Forest e do Olympiacos, Textor afirmou que o empresário grego reúne experiência empresarial e paixão pelo futebol.


"O Marinakis é uma força conhecida."


Segundo ele, o investidor construiu sucesso em múltiplos setores.


"Ele teve sucesso em negócios de transporte e em negócios de mídia."


Mas destacou que o futebol é sua principal paixão.


"E o que ele mais ama é futebol."


Textor revelou inclusive conversas diretas com o grego.


"Eu disse a ele: eu amo este clube. Eu sempre quis fazer parte dele, mas quero o que é melhor para o clube."


O empresário afirmou que estaria disposto inclusive a facilitar uma eventual transição.


"Se vocês quiserem entrar e se juntar a mim, ótimo. Se quiser comprá-lo para si mesmos, eu ajudo na transição."


A OFERTA DE US$ 50 MILHÕES


Textor revelou detalhes da proposta apresentada pela dupla.


Segundo ele, a oferta inicial foi estruturada como participação acionária no valor de US$ 50 milhões.


"Essa oferta de 50 milhões de dólares veio como participação acionária."


Para o empresário, esse valor seria apenas o primeiro investimento.


"Todos nós sabemos que esses são os primeiros 50 milhões que ele vai gastar se vier."


Textor chegou a brincar sobre o perfil dos investidores.


"Vai se apaixonar por um jogador e gastar milhões de dólares aqui."


A POLÊMICA NEGOCIAÇÃO DE DANILO E MONTORO


Outro tema central da entrevista foi a negociação frustrada envolvendo Danilo e Álvaro Montoro.


Segundo Textor, o plano previa a venda dos direitos econômicos dos atletas para o Nottingham Forest com retorno imediato ao Botafogo por empréstimo até o fim da temporada.


"Era para transferir os dois para o Nottingham Forest dentro das regras da FIFA e trazê-los de volta imediatamente."


A operação, segundo ele, geraria aproximadamente US$ 34 milhões para a SAF.


Textor afirmou que o mercado ainda tinha dúvidas sobre Danilo em razão de problemas físicos enfrentados pelo atleta.


"O valor do Danilo era questionável porque veio para a gente em recuperação."


Apesar disso, garantiu que o clube acreditava fortemente em sua valorização.


"Nós vemos ele como um jogador de 46 milhões."


O CASO MÉDICO DE DANILO


Textor revelou que a situação física do jogador influenciava diretamente a avaliação do mercado.


"Ele tem um problema que leva a uma condição médica horrível."


Segundo ele, o atleta vinha evoluindo constantemente.


"O que tem feito é recuperação, recuperação, recuperação."


Por isso, o acordo com o Forest incluía mecanismos para permitir uma futura recompra.


"Esse contrato nos deu o direito de manter o jogador e, se ele valorizasse, comprá-lo de volta."


"REJEITARAM SEM ME LIGAR"


Textor afirmou que a proposta foi rejeitada sem qualquer consulta.


"A equipe rejeitou a proposta mesmo sem me ligar."


Ele classificou a situação como inédita.


"Isso nunca aconteceu antes."


O empresário afirmou ter ficado chocado.


"Como pode rejeitar essa proposta sem antes ligar e discutir sobre?"


Segundo ele, a rejeição bloqueou a entrada de US$ 34 milhões.


TRANSFER BANS E A CRISE FINANCEIRA


Ao abordar os cinco transfer bans atualmente impostos ao Botafogo, Textor negou responsabilidade.


"Eu assumo a responsabilidade por muitos dos meus erros, mas não vou me responsabilizar por transfer bans que foram criados pelo clube social."


Segundo o empresário, as restrições decorrem da interrupção de operações que poderiam ter fortalecido o caixa da SAF.


Ele argumentou que os recursos provenientes das negociações rejeitadas teriam permitido quitar dívidas e registrar reforços.


"Estaríamos contratando jogadores, pagando nossas dívidas e não estaríamos nessa guerra."


Para Textor, a atual situação representa uma vergonha institucional.


"Se os 70 milhões de dólares tivessem entrado, não estaríamos aqui falando sobre a vergonha que está com o nome do nosso clube."


O DUELO CONTRA JOÃO PAULO MAGALHÃES


A parte mais dura da coletiva foi direcionada ao presidente do clube social, João Paulo Magalhães.


Textor descreveu encontros pessoais com o dirigente e afirmou que recebeu demonstrações de amizade que posteriormente não se refletiram nas decisões tomadas.


"Ele me chama de amigo. Me chama de irmão."


O empresário também voltou a questionar a arbitragem que determinou seu afastamento.


"O tribunal arbitral não tinha o direito de me remover da presidência."


Segundo ele, seus direitos constitucionais foram desrespeitados.


"Eu tenho o direito constitucional de participar do processo e responder pelas questões que me afetam."


"NÃO CONFIE EM MIM"


Textor contou um episódio que classificou como contraditório.


Segundo ele, João Paulo teria sugerido que Durcesio Mello fosse o representante ideal para conduzir o processo.


"Em quem você confia mais do que em qualquer pessoa aqui no Brasil?"


A resposta foi imediata.


"Durcesio."


Textor afirma que recebeu uma resposta surpreendente.


"John, você não pode confiar em mim. Seja o que for que você faça, não confie em mim."


A ACUSAÇÃO DE MANOBRA POLÍTICA


Segundo Textor, o cenário mudou quando sua equipe conseguiu retirar direitos políticos da Eagle no processo societário.


Foi nesse momento, segundo ele, que João Paulo convocou uma assembleia.


Mas, em vez de votar medidas para fortalecer financeiramente o clube, teria tomado outra direção.


"Toma a grande e corajosa decisão de contratar um funcionário júnior do departamento de futebol para substituir Durcesio."


O empresário classificou a atitude como uma traição.


"Ele votou para colocar seu fantoche no lugar."


"ENGANOU DURCESIO E ME ENGANOU"


Textor encerrou suas críticas afirmando que João Paulo Magalhães abandonou compromissos anteriormente assumidos.


Segundo ele, o dirigente deixou de priorizar o interesse institucional do Botafogo para consolidar poder político dentro da estrutura do clube.


"Ele enganou Durcesio e me enganou."


OUTROS PONTOS da Coletiva de imprensa no Hotel Hilton



Textor foi afastado após decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que alegou que ele "tinha o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo". Atualmente, Eduardo Iglesias está à frente da SAF, que busca um novo investidor para o clube.


Na coletiva, Textor declarou que a disputa pela SAF será "altamente disputada" entre ele e a Eagle Bidco, mas ressaltou que a Eagle não tem direito de vender ações que pertencem a ele, e alertou que qualquer comprador deve estar consciente de que estaria adquirindo algo inválido.


"O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo. Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta." — John Textor


Ele foi além, criticando o modelo de administração do associativo e sua interferência no negócio da SAF:


"Esse pequeno grupo de pessoas decidem, dizem como você deve administrar o seu negócio. Eu, como um americano capitalista, não entendia isso. Era puro socialismo. Eu estava em frente ao grupo dos donos e queria abolir o (modelo) DCNG (Direção Nacional de Controle e Gestão), o órgão de sustentabilidade financeira, queria seguir com o modelo da Premier League. Foi bem estúpido de mim. Não tive os votos para conseguir isso a tempo, depois tive que pedir pela licença. Depois, nos tiraram do sexto lugar para segunda divisão. Eles disseram que foi por causa da (falta de) sustentabilidade financeira. A gente argumentou que puxaria do Crystal Palace, traria 200 milhões para o balanço. Eles deixaram claro que, se eu renunciasse, nós estaríamos de volta direto para a primeira divisão. Dezesseis dias depois, o que aconteceu? Nós voltamos para a primeira divisão. Deveria ter sido um alerta para eu acordar ali. E foi." — John Textor


Negativa de Nova Oferta e Defesa de Proposta de Marinakis e Kia

Apesar de afirmar ser dono da maior parte da SAF, Textor negou ter feito uma nova oferta para a recompra do clube social, deixando claro que apenas apresentou o que estaria disposto a investir na SAF, sem autorizar comercialização dessa proposta para terceiros como GDA ou Mastercom Capital.


Sobre os empresários Evangelos Marinakis e Kia Joorabchian, que têm uma proposta para assumir o controle do Botafogo, Textor declarou apoio e destacou o potencial deles para o clube:


"Deixe-me dizer primeiro que esses são dois homens que comandam organizações muito grandes. O Kia, em particular, se tornou uma pessoa de sucesso bem além do futebol. Com relações fora do futebol e que eu acho que podem ser aproveitadas no futebol. Então, o Corinthians e o Kia hoje tiveram uma incrível evolução. Eu mesmo conheci algumas das pessoas mais incríveis através da Kia. Ele não só está conectado a muitas pessoas no futebol, mas tem acesso aos melhores atletas do mundo. É isso que queremos dos dois. Ele sempre tem uma solução, sempre tem um jogador, sempre tem um treinador. E é exatamente a pessoas que você quer por perto. O papel dele, tenho certeza, devido à parceria com o Marinakis, seria bem diferente. O Marinakis é uma força conhecida. Ele teve sucesso em negócios de transporte e em negócios de mídia. E o que ele mais ama é futebol. Eu disse a ele: 'olha, eu amo este clube. Eu sempre quis fazer parte dele, mas quero o que é melhor para o clube. Se vocês quiserem entrar e se juntar a mim, ótimo. Se quiser comprá-lo para si mesmo, eu ajudo na transição para o tipo de negócio que eu sei que você pode trazer, isso é ótimo.' Essa é uma conversa que ainda não tivemos. Estou curioso para que façamos nossa própria oferta independente. Porque eu sabia que tinha esse velho presidente raivoso que, você sabe, poderia fazer qualquer coisa imaginável para me impedir de ficar. Então, eu simplesmente não queria que eu mesmo, John Textor, atrapalhasse o que é o investimento mais saudável que temos em mãos. Então, essa oferta de 50 milhões de dólares veio como participação acionária. Nada de complicado. E todos nós sabemos que esses são os primeiros 50 milhões que ele vai gastar se vier. Vai se apaixonar por um jogador e gastar milhares de dólares aqui. Você não pode colocar um número nisso, certo? Então como vai funcionar? Eu os convidei para fazer a oferta deles. Falei que podem trabalhar comigo, apenas entre eles. Os encorajei a fazer a oferta direto para o clube social porque o que eu estava ouvindo do presidente do clube social era uma linguagem 100% clara e convincente: 'John, se você trouxer o Kia e o Marinakis, é uma virada de jogo. Não terá GDA'. Agora é hora de o JP provar que é um homem honesto, porque terá o acordo da vida para levar e nossos torcedores deveriam estar implorando por isso." — John Textor


Polêmica com Transferências e Bloqueios Financeiros

O empresário também abordou a negociação frustrada envolvendo os jogadores Danilo e Montoro com o Nottingham Forest, explicando que a proposta inicial previa a transferência temporária dos atletas para o clube inglês e o retorno para o Botafogo dentro do mesmo ano.


Textor destacou que o valor de Danilo era questionável devido a uma condição médica, mas que o contrato previa a possibilidade de recompra caso o jogador valorizasse. Ele acusou o clube associativo de rejeitar a proposta sem sequer discutir com ele, bloqueando assim a entrada de R$ 34 milhões para o clube.


"Vamos falar sobre as histórias que eles contaram, os 34 milhões que iam entrar vinham dos interesses econômicos de dois atletas: Danilo e Montoro. Era para transferir os dois para o Nottingham Forest no tempo das regras da Fifa e trazê-los de volta imediatamente para ficarem até o fim do ano (no Botafogo). O valor do Danilo, na época, era bem questionável, porque veio para a gente em recuperação. Então, nós vemos ele como um jogador de 46 milhões, ele é incrível. O mercado tem muitas perguntas para ele, precisam o ver jogando. Ele tem um problema que leva a uma condição médica horrível, mas o que tem feito é recuperação, recuperação, recuperação. Então, esse contrato que nós fizemos com o Nottingham Forest nos deu o direito de manter o jogador e, se ele valorizasse, o comprar de volta. Então, tem muito nessa transação que o mercado não soube. A equipe (clube associativo) rejeitou a proposta, mesmo sem me ligar, isso nunca aconteceu antes. Não pude acreditar, vocês verão no e-mail. Como pode rejeitar essa proposta sem antes ligar e discutir sobre? Então os 34 milhões foram bloqueados. E sai 'John está vendendo seu jogador favorito', eles foram ao tribunal bloquear o credor tóxico conhecido como GDA Luma, e agora querem que vocês acreditem que a GDA é a salvadora, mas sem John. Eu assumo a responsabilidade por muitos dos meus erros, mas não vou me responsabilizar por transfer bans que foram criados pelo clube social, usando a Justiça para bloquear dinheiro de entrar. Como o clube estaria com 70 milhões de dólares? Nós estaríamos contratando jogadores, pagando nossas dívidas e não estaríamos nessa guerra. Se naquela época os 70 milhões de dólares tivessem entrado, nós não estaríamos aqui falando sobre a vergonha que está com o nome do nosso clube." — John Textor


Críticas ao Presidente do Clube Social, João Paulo Magalhães

John Textor foi incisivo contra o presidente do clube social, João Paulo Magalhães (JP), acusando-o de falta de honestidade e mudança de postura ao longo do processo.


Ele relatou ter tido uma reunião onde JP o tratava como amigo e irmão, mas depois teria dito que ele não poderia confiar nem nele, nem no clube social. Textor afirmou que tentou encontrar soluções para o tribunal arbitral e criticou JP por não ter votado em questões importantes para o clube, optando, em vez disso, por instalar um funcionário júnior para substituir o então presidente Durcesio Mello, a quem Textor considerava um dos mais respeitados da história do clube.


"Ele enganou Durcesio e me enganou. Foi assim que ele usou a coragem", declarou.


Conselho da Eagle BidCo e Aprofundamento da Crise

Importante destacar que todo o discurso atribuído a John Textor na coletiva não foi feito diretamente por ele, mas sim por Jordan Fiksenbaum e Kevin Watson, membros do Conselho da Eagle BidCo que ainda não foram afastados. Eles têm alimentado a crise em torno da SAF do Botafogo com declarações que complicam ainda mais a situação.


Entre as frases destacadas estão:


"Tem que saber que está comprando algo inválido"

"Fui traído pelo clube social"

"A GDA Luma é um ativo tóxico"

No entanto, a validade dessas alegações é contestada. A Eagle BidCo foi desarmada pelo GDA Luma e perdeu o apoio de Durcesio, que era visto como um agente duplo, restando apenas a criação de narrativas por parte de Textor e seus representantes.


A situação da SAF do Botafogo continua conflituosa, com uma disputa judicial e política entre John Textor, o clube social, a Eagle Bidco/Cork Gully LLP e outros investidores. A busca por um novo investidor segue em aberto, enquanto torcedores e a comunidade alvinegra aguardam uma resolução que garanta a estabilidade e o futuro do clube.


Textor alega, que sua defesa é tentar se redimir com a proposta de Marinakis e Kia, e as críticas ao clube social e a seus dirigentes indicam que o imbróglio deve continuar nos tribunais e novas mudanças administrativas ocorrerão nas próximas semanas. A GDA Luma com aval da Ares e Cork Gully/Eagle BidCo é favorita em comprar a SAF Botafogo, e Textor ainda poderá perder a outra disputa que tem com a Iconic Sports. 

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