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Bandiera autor de 2 gols e o fraquíssimo Mateo Ponte - Foto: Vítor Silva/Botafogo |
Uma vergonha o comportamento dos jogadores do Botafogo, a falta de preparação da diretoria e de Franclim Carvalho, que ao invés de viajarem para o Peru na segunda-feira, foram somente na quarta-feira, lembrando que até chegar em Cusco, tem que fazer escala em Lima, a capital Peruana.
Essa derrota de 6 a 1 do Botafogo para o Cienciano foi uma das piores nos últimos 30 anos, e igualou ao revés de ter sofrido 4 gols somente no primeiro tempo, algo que não ocorria desde o Brasileirão de 1996, naquela ocasião o revés foi para o Atlético-MG, que abriu 4 a 0 em 28 minutos de jogo, mas o Botafogo conseguiu reagir, marcou um gol ainda na etapa inicial e perdeu a partida por 4 a 3.
Maiores goleadas sofridas pelo Botafogo FR — ordem cronológica
| Data | Placar | Competição |
|---|---|---|
| 22/10/1905 | Fluminense 6 x 0 Botafogo | Amistoso |
| 13/05/1906 | Fluminense 8 x 0 Botafogo | Campeonato Carioca |
| 15/08/1926 | Flamengo 8 x 1 Botafogo | Campeonato Carioca |
| 03/11/1929 | América 11 x 2 Botafogo | Campeonato Carioca |
| 04/01/1940 | Botafogo 1 x 8 Independiente-ARG | Amistoso |
| 27/03/1946 | Vasco 8 x 4 Botafogo | Torneio Relâmpago |
| 02/04/1963 | Botafogo 0 x 5 Santos | Taça Brasil |
| 08/11/1981 | Flamengo 6 x 0 Botafogo | Campeonato Carioca |
| 29/04/1994 | Fluminense 7 x 1 Botafogo | Campeonato Carioca |
| 08/02/1996 | São Paulo 7 x 3 Botafogo | Copa Master da Conmebol |
| 06/11/1999 | Palmeiras 6 x 0 Botafogo | Campeonato Brasileiro |
| 29/04/2001 | Vasco 7 x 0 Botafogo | Campeonato Carioca — Taça Rio |
| 24/01/2010 | Vasco 6 x 0 Botafogo | Campeonato Carioca — Taça Guanabara |
| 16/10/2014 | Santos 5 x 0 Botafogo | Copa do Brasil |
| 13/08/2026 | Cienciano 6 x 1 Botafogo | Copa Sul-Americana |
A maior goleada da história foi para o América 11 a 2 em 03/11/1929, e para um time estrangeiro foi ter perdido de 8 a 1 para o Independiente de Argentina, durante Amistoso; a derrota para o Cienciano é a maior do Botafogo sofrida em competições internacionais, e a segunda maior, contando este amistoso.
Segundo levantamento do jornal “O Globo”, o Glorioso se tornou o primeiro time brasileiro a sofrer seis gols de um clube estrangeiro em competições da Conmebol.
As piores goleadas até então haviam sido dos seguintes jogos: Independiente del Valle 5x0 Flamengo, pela Libertadores-2020, The Strongest 5x0 Athletico-PR, pela Libertadores-2022 – ambas também na altitude, de Quito e La Paz, respectivamente -, e América de Cali 5x0 Athletico-PR pela Libertadores de 2002.
Cienciano 6x1 Botafogo também se tornou a maior derrota brasileira na história da Copa Sul-Americana, superando LDU 5×1 Fluminense pela final de 2009 e Peñarol 4x0 Corinthians em 2021.
O resultado em Cusco ainda é a pior derrota do Fogão para um clube estrangeiro em competições continentais, superando com larga margem os reveses para Independiente Santa Fe por 4 a 1, pela Copa Sul-Americana de 2011, e para San Lorenzo por 3 a 0, pela Libertadores de 2014.
Cienciano 6 x 1 Botafogo — um dos maiores vexames da história alvinegra
A derrota de 13 de agosto de 2026, em Cusco, pode ser colocada entre os capítulos mais dolorosos da história do Botafogo FR. O time foi completamente dominado pelo Cienciano e sofreu quatro gols ainda no primeiro tempo, terminando a partida derrotado por 6 a 1.
O tamanho do desastre fica ainda mais claro quando comparado com a própria lista histórica do Botafogo:
Foi uma derrota por cinco gols de diferença, algo que não acontecia desde os grandes vexames históricos do clube.
O Botafogo sofreu seis gols em uma partida pela primeira vez em 16 anos.
É apontada como a pior derrota do Botafogo em competições internacionais.
E há um dado particularmente constrangedor: o Botafogo se tornou o primeiro clube brasileiro a sofrer seis gols de um adversário estrangeiro em uma competição da Conmebol.
Além disso, o resultado deixou o clube praticamente obrigado a buscar uma virada por cinco gols no jogo de volta das oitavas de final.
E existe um agravante simbólico: o adversário não era um dos gigantes tradicionais do futebol sul-americano. Era o Cienciano, do Peru, e a partida aconteceu no estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco, a mais de 3.350 metros de altitude. A altitude foi um fator importante, mas não explica sozinha o tamanho da atuação — o próprio Botafogo reconheceu que havia se preparado para a principal arma do adversário, as bolas aéreas, e mesmo assim sofreu quatro gols dessa maneira.
O Botafogo viveu uma noite de colapso, onde os jogadores não usaram bem a cabeça para pensar o que era pra fazer no jogo, o básico quando se joga numa altitude: Ter a posse de bola, marcar o adversário, jogar protegendo a defesa e fazer um ¨Ferrolho Suíço¨ impossibilitando chutes do Cienciano de fora da área, mas nada disto aconteceu, Franclim Carvalho mexeu novamente no 11 inicial, e veio com Marçal e Mateo Ponte nas lateral, a ladeira começou por aí, na altitude de 3.360m de Cusco nesta quinta-feira (13/8) que ficou marcada após 1 dia do aniversário de 122 anos de futebol do Botafogo, e do Eclipse Solar Total na Espanha; a situação do Botafogo é praticamente irreversível nas oitavas de final da Copa Sul-Americana contra o Cienciano no jogo de volta no Estádio Nilton Santos. O Glorioso tomou quatro gols apenas no primeiro tempo, sendo um deles de mão, onde tocou claramente em Bandiera, e o péssimo VAR liderado por Franklin Congo, que não teve uma comunicação fluída e direta com o árbitro atrapalhado Augusto Aragón.
Dono da melhor campanha da fase de grupos, o Botafogo precisará de uma goleada por seis gols de diferença na quinta-feira que vem (20/8), no Estádio Nilton Santos, para atingir a fase de quartas de final – ou vencer por cinco e levar a disputa para os pênaltis. Uma situação praticamente irreversível na única competição que o clube ainda tinha chances de conquistar em 2026, 33 anos depois do título da Copa Conmebol de 1993.
A Análise do colapso em Cusco
O técnico Franclim Carvalho optou por um time misto, com jogadores que não vinham atuando como Mateo Ponte, Fernando Marçal e Kadir Barría. A estratégia era tentar ficar com a posse de bola, mas isto não ocorreu. O Cienciano foi ocupando o campo ofensivo e conseguiu sair na frente aos 17 minutos do primeiro tempo: Alejandro Hohberg cruzou da direita e Matias Succar, entre os zagueiros (Ferraresi e Justino) que falharam, cabeceou no canto, fazendo 1 a 0.
Na saída de bola, o Botafogo fez uma falta na intermediária. Na cobrança, a bola viajou para o lado esquerdo, foi para a área, Amondarain ajeitou e Bandiera, com o braço, fez o segundo. O jogo ficou paralisado por mais de cinco minutos, com o confuso e péssimo árbitro Augusto Aragón esperando… Ele foi chamado pelo VAR Franklin Congo e, mesmo revendo o lance no monitor, validou o gol com a mão. Um roubo descarado.
Aos 29 minutos da primeira etapa, o Cienciano fez o terceiro: Warleson (Lição de guerra) War=Guerra, Leson-Lesson= Lição na tradução do inglês para o português; saiu catando borboleta e Succar, todo errado, conseguiu pegar a sobra e fazer 3 a 0 sem marcação alguma de Medina, Huguinho e Danilo. Cinco minutos depois, Martinich soltou um pombo sem asa de muito longe, com Fernando Marçal só olhando, e acertou o ângulo: 4 a 0. Um primeiro tempo bisonho, tenebroso, vergonhoso, para ser esquecido. Algo que não acontecia há 30 anos, tomar 4 gols somente no primeiro tempo.
Logo no começo do segundo tempo, o Botafogo deu um sopro de esperança de que poderia reagir. Matheus Martins sofreu falta, ele mesmo bateu e marcou um golaço, diminuindo para 4 a 1, aos três minutos. Arthur Cabral, aos 12, arrancou pelo meio e quase marcou, finalizando rasteiro rente à trave. Mas ficou nisso. Aos 16, Alejandro Hohberg deu o passe certeiro e Bandiera, em posição legal, marcou o quinto.
Franclim esgotou todas as substituições com 18 minutos da etapa final, tentando dar um fôlego novo. Mas o problema, pelo menos visto de fora, não estava no físico, mas sim na organização. O Botafogo voltou a se bagunçar e acabou levando o sexto gol como se estivesse num transe para um ritual e oferenda Inca. No contra-ataque, Succar cabeceou e fechou a conta em 6 a 1. Nos acréscimos, Edenilson chegou a diminuir para o Alvinegro, mas ele estava em impedimento e o gol foi anulado.
Próximos jogos do Botafogo
O jogo de volta contra o Cienciano será na próxima quinta-feira (20/8), às 21h30, no Estádio Nilton Santos. A delegação alvinegra dorme em Lima e nesta sexta viaja para Salvador/BA, onde no domingo (16/8) visita o Vitória, no Barradão, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.
FICHA TÉCNICA
CIENCIANO 6 X 1 BOTAFOGO
Estádio: Inca Garcilaso de la Vega
Data-Hora: 13/8/2026 – 21h30
Árbitro: Augusto Aragón (EQU)
Assistentes: Christian Lescano (EQU) e Mauricio Lozada (EQU)
VAR: Franklin Congo (EQU)
Público: –
Cartões amarelos: Robles (CIE); Justino (BOT)
Cartões vermelhos: –
Gols: Succar 17’/1ºT (1-0), Bandiera 19’/1ºT (2-0), Succar 29’/1ºT (3-0), Martinich 34’/1ºT (4-0), Matheus Martins 3’/2ºT (4-1), Bandiera 16’/2ºT (5-1) e Succar 33’/2ºT (6-1)
CIENCIANO: Espinoza; Cabello, Amondarain, Becerra e Martinich; Barreto (Aguirre 41’/2ºT), Juan Romagnoli (Robles – Intervalo) e Hohberg; Succar, Bandiera (Caparó 25’/2ºT) e Cristian Souza (Sandoval 45’/2ºT) – Técnico: Horácio Melgarejo.
BOTAFOGO: Warleson; Mateo Ponte, Ferraresi, Justino e Marçal (Alex Telles 11’/2ºT); Huguinho, Cristian Medina (Edenílson 18’/2ºT), Danilo (Santi Rodríguez 18’/2ºT) e Álvaro Montoro (Kauan Toledo 36’/1ºT); Matheus Martins e Kadir (Arthur Cabral 36’/1ºT) – Técnico: Franclim Carvalho.
