Segundo Rodolfo Schneider, jornalista e Diretor-geral de Conteúdo do Grupo Bandeirantes, sendo responsável pelas áreas de jornalismo, entretenimento, programação e marketing da emissora, Rodolfo disse isto no canal de notícias da Família Saad, a BandNews TV, de que clubes avaliam posicionamento político em Flávio Bolsonaro Nantes, no segundo turno, após a Medida Provisória, que gerou a proibição das apostas esportivas pelo governo Lula em 25 de Setembro de 2026, 9 dias antes do primeiro turno das eleições.
A decisão do governo vigente de Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as apostas de quota fixa no Brasil passou a produzir efeitos que ultrapassam o mercado de apostas e atingem diretamente o futebol brasileiro. Segundo o jornalista Rodolfo Schneider, diretor-geral de Conteúdo do Grupo Bandeirantes e responsável pelas áreas de jornalismo, entretenimento, programação e marketing da emissora, dirigentes de clubes discutem nos bastidores a possibilidade de algumas equipes assumirem publicamente uma posição política no segundo turno da eleição presidencial de 2026.
A informação foi apresentada por Schneider durante o programa “X da Questão”, da BandNews TV, nesta terça-feira (6/10). De acordo com o jornalista, existe a possibilidade de clubes declararem apoio ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, na disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 25 de outubro.
Schneider citou o Corinthians entre os clubes que estariam envolvidos nas conversas. O jornalista também mencionou dirigentes que manifestaram insatisfação com a decisão do governo federal de interromper as atividades das casas de apostas.
Até o momento, entretanto, não há manifestação oficial dos clubes citados declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo o próprio relato de Schneider, as articulações permanecem no campo das conversas de bastidores. Dirigentes do Botafogo já conversaram com outros clubes à respeito, e podem avançar, caso haja um consenso de vários clubes.
Assista ao vídeo abaixo:
Proibição das bets atingiu uma importante fonte de receita do futebol
A discussão ganhou força depois da edição da Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada por Lula em 25 de setembro. A norma proibiu, em todo o território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das loterias de apostas de quota fixa.
A medida alcança tanto as apostas relacionadas a eventos esportivos reais quanto os jogos on-line e também impede a publicidade do setor. O Ministério da Fazenda estabeleceu um período de transição, com a retirada voluntária dos valores pelos apostadores até 5 de outubro e a indisponibilidade dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro.
A proibição atinge diretamente o modelo comercial adotado por diversos clubes brasileiros nos últimos anos. As empresas de apostas se tornaram presença frequente nas camisas, placas publicitárias, propriedades digitais e outras áreas comerciais das equipes.
Com a entrada em vigor da MP, os contratos de patrocínio vinculados às casas de apostas passaram a ser diretamente afetados. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, os contratos publicitários envolvendo clubes da Série A poderiam alcançar cerca de R$ 1 bilhão, o que explica a reação de dirigentes e a movimentação dos clubes em torno da discussão judicial e política sobre a medida.
Clubes já questionam a medida na Justiça
A reação dos clubes não ficou restrita ao ambiente político.
Equipes do futebol brasileiro passaram a atuar no processo que discute a constitucionalidade da medida no Supremo Tribunal Federal. Segundo informações divulgadas nos últimos dias, 21 clubes ingressaram na discussão judicial relacionada à proibição das bets.
O ministro Luiz Fux, relator das ações relacionadas ao tema, solicitou informações ao governo federal antes de decidir sobre o pedido de suspensão da medida. A decisão judicial passou a ser acompanhada de perto pelos clubes diante do impacto financeiro provocado pelo encerramento das atividades das empresas de apostas.
A movimentação demonstra que a questão deixou de ser apenas comercial. Para os clubes, a interrupção dos contratos representa uma mudança significativa em uma estrutura de receitas que havia se consolidado no futebol brasileiro.
Corinthians aparece entre os clubes citados por Schneider
Durante o programa da BandNews TV, Rodolfo Schneider mencionou especificamente o Corinthians ao relatar as conversas sobre um eventual posicionamento político.
Segundo o jornalista, dirigentes de clubes que se posicionaram contra a decisão do governo estariam discutindo a possibilidade de levar essa insatisfação para o campo político.
“Houve conversas referentes a clubes, como, por exemplo, o Corinthians, da possibilidade de clubes que, inclusive, se manifestaram de forma contrária à posição do governo”, afirmou Schneider, segundo o relato apresentado no programa.
A declaração, porém, não significa que o Corinthians tenha decidido apoiar formalmente qualquer candidato. O relato trata de uma possibilidade discutida nos bastidores, sem anúncio oficial de adesão à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A eventual entrada dos clubes na disputa eleitoral representaria uma mudança significativa no comportamento institucional de entidades esportivas tradicionalmente envolvidas em questões políticas, mas que raramente assumem coletivamente uma posição eleitoral presidencial.
Bap também aparece no debate
Outro nome citado por Schneider foi o do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
O dirigente teria manifestado críticas à forma como o governo conduziu a questão das apostas, assim como outros presidentes de clubes brasileiros.
A insatisfação estaria relacionada não apenas ao conteúdo da medida, mas também ao impacto econômico provocado pela interrupção dos contratos comerciais e ao momento em que a decisão foi tomada.
A MP foi publicada em 25 de setembro, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições de 2026, e determinou o encerramento das atividades das plataformas de apostas após o período de transição.
O que Flávio Bolsonaro defende para as apostas
A posição de Flávio Bolsonaro Nantes sobre o setor de apostas também entrou na discussão relatada por Schneider.
O candidato presidencial do PL, que elegeu 8 governadores aliados no primeiro turno, defende uma distinção entre cassinos on-line e apostas esportivas de quota fixa.
Em declaração de setembro, Flávio afirmou que pretende proibir os cassinos virtuais, incluindo modalidades conhecidas popularmente como “Jogo do Tigrinho”, mas sinalizou que as apostas esportivas poderiam permanecer sob um modelo de controle e fiscalização.
Segundo declaração atribuída ao candidato, apostas realizadas sobre eventos esportivos reais, como partidas de futebol, vôlei e tênis, seriam passíveis de controle tecnológico, diferentemente dos cassinos on-line.
A posição estabelece, portanto, uma diferença entre os dois segmentos: enquanto os jogos de cassino on-line seriam alvo de proibição, as apostas esportivas poderiam ser mantidas sob regras específicas de fiscalização.
Flávio critica decisão do governo Lula
A Medida Provisória que proibiu as bets tornou-se um dos pontos de divergência entre Flávio Bolsonaro e o governo Lula durante a campanha.
O candidato do PL criticou a decisão federal e defendeu a manutenção das apostas esportivas de quota fixa, com mecanismos de controle.
Na avaliação apresentada por Flávio, o modelo das apostas esportivas seria diferente dos cassinos virtuais e poderia ser fiscalizado com o uso de tecnologia.
Essa posição coincide com o interesse econômico manifestado por setores do futebol, embora não seja possível estabelecer, a partir das informações disponíveis, que eventual apoio de um clube a uma candidatura esteja necessariamente condicionado a interesses comerciais específicos.
A discussão sobre os cassinos on-line
A proposta atribuída a Flávio Bolsonaro não representa uma defesa geral de todas as modalidades de apostas.
O candidato afirma ser contrário aos cassinos on-line e aos jogos virtuais classificados como jogos de azar, citando como exemplo o chamado “Jogo do Tigrinho”.
A proposta seria manter a proibição desses formatos e, ao mesmo tempo, diferenciar as apostas realizadas sobre eventos esportivos reais.
Essa distinção também aparece no debate sobre a MP de Lula. A legislação federal aprovada em setembro, entretanto, adotou uma proibição abrangente das apostas de quota fixa, alcançando tanto as apostas esportivas quanto os jogos on-line.
Governo Lula argumenta que medida protege famílias
O governo federal apresenta uma justificativa diferente para a proibição.
Segundo o Executivo, a medida foi adotada para enfrentar problemas relacionados ao endividamento, à saúde pública e à expansão das apostas on-line.
O Ministério da Fazenda afirma que a MP proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional. O governo também criou mecanismos para devolução dos valores que permaneciam nas contas dos apostadores.
A Advocacia-Geral da União, em manifestação apresentada ao STF, defendeu a manutenção da proibição e citou dados sobre endividamento e transtornos relacionados ao jogo para justificar a medida.
Portanto, o debate reúne dois interesses distintos: de um lado, o argumento governamental de proteção econômica e social dos cidadãos; de outro, a preocupação de empresas e clubes com os efeitos econômicos da interrupção do mercado legalizado de apostas.
A medida também provoca discussão dentro do próprio campo governista
A decisão de proibir as bets passou a ser discutida inclusive dentro da campanha de Lula.
Segundo reportagem publicada nesta terça-feira, integrantes da campanha presidencial avaliaram os possíveis efeitos políticos da medida, especialmente pelo fato de ela ter sido anunciada pouco antes da votação do primeiro turno.
A discussão ocorre em paralelo à batalha jurídica no STF e à reação dos clubes de futebol.
No relato apresentado por Rodolfo Schneider, integrantes do governo também discutem internamente a influência do ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, na decisão de Lula de adotar uma proibição ampla do setor.
Essa afirmação é atribuída ao jornalista e não representa, até aqui, uma confirmação oficial do governo sobre a participação específica do ministro na formulação da decisão.
Futebol entra no debate eleitoral
A possibilidade de clubes declararem apoio a Flávio Bolsonaro acrescenta uma nova dimensão à disputa presidencial.
O futebol possui uma capacidade de mobilização que ultrapassa o ambiente esportivo. Clubes possuem milhões de torcedores e são instituições com forte presença social, especialmente em grandes centros urbanos.
Caso alguma equipe decida assumir publicamente uma posição eleitoral, a decisão poderá provocar repercussão entre torcedores, dirigentes, patrocinadores e demais clubes.
Por enquanto, porém, o cenário descrito por Schneider permanece no campo das articulações.
Não há, segundo as informações apresentadas, uma decisão oficial de Corinthians, Flamengo ou de qualquer outro clube citado de declarar apoio a Flávio Bolsonaro.
Uma disputa que chegou ao futebol
A proibição das bets colocou o futebol brasileiro diante de uma mudança comercial abrupta.
As casas de apostas haviam ocupado espaço central no mercado de patrocínios esportivos e passaram a representar uma das principais fontes de publicidade para clubes, competições e veículos esportivos. Com a MP, esse modelo foi interrompido.
A partir de 6 de outubro, as plataformas de apostas de quota fixa deveriam ficar indisponíveis, conforme o cronograma oficial do governo. O que tendem a ocorrer até o fim desta terça-feira.
Ao mesmo tempo, clubes passaram a questionar judicialmente a medida e dirigentes manifestaram insatisfação com seus efeitos.
É nesse contexto que, segundo Rodolfo Schneider, surgem conversas sobre uma possível manifestação política de parte dos clubes no segundo turno da eleição presidencial.
De um lado está o governo Lula, responsável pela medida que encerrou o mercado legal de apostas de quota fixa. Do outro, está Flávio Bolsonaro, que defende a manutenção das apostas esportivas sob controle e fiscalização, embora proponha a proibição dos cassinos on-line.
A eventual decisão de clubes de transformar essa divergência econômica em posicionamento eleitoral ainda dependerá das próximas semanas.
Por enquanto, o que existe é uma articulação relatada publicamente por Schneider, manifestações individuais de dirigentes e uma disputa judicial que envolve clubes e governo federal.
O futebol brasileiro, que nos últimos anos se tornou um dos principais espaços comerciais das bets, agora também aparece como um dos setores diretamente afetados pela decisão e, segundo o relato da BandNews TV, pode passar a ocupar um espaço mais explícito na disputa política do segundo turno.
