John Textor declara que Ares o impediu de aportar verba na SAF Botafogo, e explica empréstimo: Relação dívida/receita era de 9 para 1 e hoje é de 1 para 1 (VÍDEO)


Foto: Clément Vales - Icon Sport


John Textor respondeu a perguntas de jornalistas e influenciadores sobre o futuro do Botafogo em live nesta sexta-feira (28/11), no “Canal do TF”. O empresário norte-americano, ao rebater a acusação de Carlos Augusto Montenegro sobre ter “pego dinheiro com agiota”, revelou que só não aportou dinheiro pessoal seu no Glorioso porque foi impedido pela Ares, uma das principais acionistas da Eagle na França.


– Montenegro afirmou hoje que pegamos dinheiro emprestado de um agiota. Há algumas semanas, fiz uma proposta à Ares para investir dinheiro pessoalmente. Apresentei os termos para o investimento, eles aceitaram, mas queriam que eu assinasse um termo de quitação permitindo que o Lyon nunca nos pagasse a dívida. Então, na prática, eles me impediram de investir dinheiro. Eu estava pronto para arcar com a folha de pagamento, sem problemas, ainda tenho bastante dinheiro, posso pagar as contas do clube, mas eu precisava pedir permissão – relatou Textor.


– Eles só me permitiriam investir se eu concordasse em isentar o Lyon de responsabilidade. Então, em vez de fazer isso, Thairo [Arruda] e Danilo [Caixeiro] me ligaram e disseram: “Bem, existe uma fonte de empréstimo a curto prazo, mas é caro. John, você vai ter que dar uma garantia pessoal, porque essas pessoas não vão liberar o dinheiro para Botafogo a menos que você garanta o pagamento de volta.” Foi uma situação horrível, porque, por um lado, eu estava tentando investir meu próprio dinheiro, mas estava sendo impedido. Então, sim, pegamos um empréstimo local e vamos pagar em 30 dias, mas a taxa de juros era muito alta. E isso só aconteceu porque eu garanti pessoalmente. Logo depois, recebemos dinheiro de algumas fontes ligadas ao futebol e, assim, recuperamos nosso fluxo de caixa – completou.


John Textor rebateu as críticas feitas pelo clube associativo e ressaltou a melhoria no quadro financeiro do Botafogo, com a relação dívida/receita caindo de 9/1 para 1/1.


– Desde 2021, houve muitos momentos em que nosso saldo em caixa esteve muito baixo e foi muito difícil. E sempre demos cobertura a isso. Sempre fortalecemos a equipe. E tivemos sucesso. Então, agora, o clube social aparece e quer tomar decisões individuais, dizendo: “Bem, nós sabemos o que eles estão fazendo”. Eles estão começando a me pressionar, John Textor, e dizem: “Bem, graças a Deus pelo Thairo. Ele estava lá e salvou o clube.” Bom, eles talvez estejam começando a sugerir que talvez não precisam do Textor. Eu entendo. Se os torcedores não precisam de mim, eu não preciso estar aqui. Mas eles precisam entender que ficar apontando pequenos detalhes, como a forma como administramos o dinheiro e indo à imprensa para falar sobre isso, está tornando impossível gerir o negócio. Temos empresários ligando para pedir explicações. Eles estão lendo coisas que Montenegro está dizendo na imprensa.


– Agora o presidente do clube social está se defendendo. Ele usa o termo “má conduta”. O que está errado? Quão ruim está o nosso trabalho? Se eles tiverem dúvidas sobre essas coisas, podem vir ao escritório a qualquer momento. Podem conversar com o Thairo. Ele pode explicar tudo sobre o dinheiro, mas nossa relação dívida/receita era de 9 para 1 quando chegamos. A relação dívida/receita agora é de 1 para 1, e as receitas aumentaram dez vezes, enquanto a dívida do clube social, que chegou a valores enormes, estamos pagando, pagando e pagando – completou.


Segundo o CEO Thairo Arruda, a SAF paga mensalmente R$ 6 milhões apenas em dívidas herdadas do associativo.


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