As incoerências de John Textor: De promessas em comprar algum time na Inglaterra, ao Transfer Ban na FIFA, pelo não pagamento de parcelas totais na compra de Thiago Almada ao Atlanta United; projeto esportivo do Botafogo não tem agradado à Torcida Botafoguense

 

  
John Textor e Thiago Almada - Foto Reprodução


O empresário Norte-americano John Charles Textor, ainda acionista majoritário da Eagle Football Holdings BidCO (65,4%) e dono da SAF do Botafogo, falou repetidamente nos últimos meses que possui capital e ambições para comprar clubes do futebol inglês. Em declarações públicas, entrevistas e em lives, Textor chegou a citar interesse em times como Wolverhampton, Sheffield Wednesday, Watford, Charlton Athletic e Derby County; mas a realidade recente indica que essas promessas não se concretizarão, já que sua saúde financeira e estratégias estão longe de serem claras.


Wolverhampton: chegou a apresentar uma proposta de cerca de US$ 550 milhões (cerca de R$ 3 bilhões, incluindo dinheiro e ações), mas a negociação não avançou, os atuais donos não querem vender sua participação com os termos que foram propostos por Textor.


Sheffield Wednesday: houve interesse declarado e até negociações iniciais, com Textor sendo apontado como possível comprador do tradicional clube da segunda divisão inglesa, mas até hoje, nenhuma compra foi fechada e as negociações não avançaram.


Outros clubes citados por Textor, como Watford, Charlton Athletic e Derby County, nunca avançaram a ponto de se concretizarem em ofertas formais ou acordos públicos.


Enquanto isso, Textor insiste que tem dinheiro e capital para isso, citando uma avaliação de sua holding em cerca de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,5 bilhões), mas pouco disso tem sido convertido em aquisições concretas do outro lado do Atlântico, no setor financeiro do Botafogo.


Em contraste com as promessas de novos investimentos bilionários, a realidade financeira que cerca Textor e seus clubes mostra que nem tudo é tão “forte” quanto pregado:


Não pagamento de parcelas totais na compra de Thiago Almada


O Botafogo não quitou todas as parcelas devidas ao Atlanta United pela contratação do meia argentino Thiago Ezequiel Almada, gerando uma ação com o Transfer Ban aplicado pela FIFA ao Botafogo em 30/12/2025.


Com o Transfer Ban em vigor a punição impede o registro de novos jogadores por três janelas de transferências, um problema que coloca em risco o planejamento esportivo do Botafogo para 2026 e reduz drasticamente sua capacidade de reforçar o elenco neste momento. Rumores falam que até meados deste mês de Janeiro, o Transfer Ban poderá cair, porém ainda falta algum tempo para tal fato ocorrer.


Cobranças e disputas judiciais internacionais

Textor enfrenta disputas com credores e parceiras como Ares Management e Iconic Sports, inclusive em tribunais britânicos, onde já saiu derrotado em fases preliminares, algo que pode obrigá-lo a vender parte de suas ações no grupo Eagle Holdings Bidco, em caso de uma derrota definitiva para a Iconic.


Essa série de problemas evidenciam que as “promessas de dinheiro” para comprar clubes ingleses podem não refletir exatamente, na capacidade efetiva de investimento líquido e se misturam com tentativas de financiar aquisições através de dívidas e parcerias, além de muitas especulações no mercado financeiro do Futebol, que nem sempre serão sólidas.


Botafogo de 2025 comprovou que há um projeto esportivo nebuloso e repleto de incertezas


O que deveria ser um projeto ambicioso para fortalecer o futebol do Botafogo, ter uma hegemonia de títulos após o sucesso de 2024, hoje a SAF Botafogo, tal como nos tempos do Associativo, porém numa versão gourmet (sofisticada), convive com vários pontos de incerteza:


Disputa judicial na Justiça Comercial Britânica pode mudar destino da SAF Botafogo


A disputa entre Textor vs Iconic Sports na Justiça Comercial de Londres, pode mudar o controle acionário da Eagle Football Holdings BidCo, incluindo potencial impacto direto sobre a SAF Botafogo, algo que nem a torcida e nem o mercado conseguem prever com clareza.


Planejamento esportivo fragilizado


Entre transfer bans, débitos e incapacidade de reforçar o elenco como foi em 2024 e em 2025, onde houve um alto orçamento, o cenário é bem diferente para a temporada de 2026, que começou com muitas interrogações sobre como o clube montará seu time e disputará competições. Além de ter que reduzir a folha salarial vendendo alguns jogadores.


Por tanto é bastante contraditório afirmar poder comprar algum clube inglês, em ofertas bilionárias e planos de expansão da Eagle, enquanto o próprio clube (Botafogo) que Textor controla, após ter sido afastado da Presidência do Lyon, enfrenta proibição de contratar jogadores e dificuldades financeiras. Essa incoerência não pode passar desapercebida. 


John Textor segue a narrativa de que tem dinheiro e visão ampla para investir no futebol inglês e expandir sua holding multiclubes. Porém, até agora:


Nenhuma compra de clube inglês foi efetivamente concluída. Tudo ficou apenas na promessa. 


Projetos apresentados publicamente ainda são declarativos, sem resultados concretos. 


Seu principal clube, o Botafogo, enfrenta Transfer Ban, disputas judiciais e incertezas administrativas. 


Isso cria um quadro que muitos consideram incoerente entre o discurso de grande investidor global e a realidade de um clube brasileiro em dificuldades de planejamento e execução, levantando dúvidas sobre o verdadeiro potencial financeiro de Textor e a sustentabilidade do projeto esportivo no Botafogo.


A atualização do processo da disputa judicial entre John Textor VS Iconic Sports pode ser conferida aqui. Em algum momento da temporada de 2026, este caso será solucionado.


A Iconic Sports é a favorita para vencer John Textor, e usa o maior escritório de advocacia do mundo e de alto lucro desde 2017, para resolver o imbróglio e receber o valor que emprestou à Textor na compra do Lyon.

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