Após derrota no clássico da rivalidade, Mago Anselmi apazigua o caos vivenciado pelo Botafogo: Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, perdemos todos. Esta é minha forma de ver futebol (VÍDEO)


Martín Anselmi - Foto Reprodução/Botafogo TV



O Botafogo perdeu para o Flamengo por 2 a 1 na tarde deste domingo, no Nilton Santos, em duelo pelas quartas de final do Campeonato Carioca e se despediu da competição. Agora, a equipe alvinegra volta as atenções para pré-Libertadores, em jogo que acontece já nesta quarta-feira, contra o Nacional Potosí.


No entanto, antes de projetar o próximo desafio, o técnico Martín Anselmi que terá que ser como um mago, tratou de elogiar a postura do time no clássico. E sobre o que terá de ser feito em Potosí, para um vexame não ocorrer.


Assista a coletiva abaixo:


— Primeiramente, antes de falar do jogo da Bolívia, eu quero falar do meu sentimento de algumas coisas que acredito ser o momento para ter essa reflexão. Da nossa parte, essa é a equipe que eu quero ver em campo, esse tipo de equipe, que pode perder, pode ganhar, pode empatar, mas tem atitude, desejo de ganhar, vontade de ir para a frente, com competitividade. Isso não esteve presente no jogo contra o Fluminense, desse jeito. Quero também deixar uma mensagem para a torcida do Botafogo. Como líder do grupo, quero pedir desculpas e perdão por esses três jogos. Sei que é muito importante vencer um clássico, eu sou torcedor de um time em que um clássico é jogo mais importante da vida e já sofri muito também por não ter vencido.


— Mas quero falar para eles (torcedores) também que esse grupo de jogadores está fazendo muitas coisas boas. Ainda não estão refletindo no placar, mas posso prometer que vai. Agora temos um jogo com circunstâncias diferentes e muito difíceis. Mas não vai ser desculpa para que essa equipe não jogue como jogou hoje, com outra inteligência, mas que vai deixar tudo para passar à próxima fase da Libertadores. Tenho certeza que falta muito pouco para que os torcedores possam estar orgulhosos desse time. Vamos recuperar muitos jogadores e vão chegar jogadores que vão nos ajudar, e precisamos. Eu, como profissional, tenho que olhar para o rendimento, e estava muito triste depois do jogo contra o Fluminense. Mas hoje, apesar da derrota, acho que esse é o nosso caminho. E vamos começar a demonstrar dentro de campo e no placar também qual é o Botafogo que queremos ver — concluiu, em sua primeira reposta.


Além do resultado negativo, o Botafogo corre risco de perder o volante Danilo, um dos principais nomes do time nesse início de 2026. O meio-campista teve que ser substituído aos 44 minutos do primeiro tempo com dores na coxa esquerda. Anselmi, porém, tranquilizou os torcedores e revelou a expectativa de que ele esteja em campo quarta-feira.


— Esse tipo de coisa eu não falo aqui, não falamos previamente. Eu falei com o Danilo ontem que ele podia jogar hoje, mas que se tivesse risco teria que sair. Foi o que aconteceu. Acho que vai jogar na Bolívia. Eu iria segurar até o intervalo, mas o Barboza pediu para tirar porque não dava mais. Cada peça neste momento é fundamental. Vão chegar jogadores, mas não vão poder jogar a Libertadores porque não estar inscritos. Temos que cuidar dos que estão aqui.


Veja outras respostas de Martín Anselmi:

Atuação:


— Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, perdemos todos. Esta é minha forma de ver futebol. Eu sei que foi num escanteio, mas eu gosto de ver como que aconteceu para sair a jogada. Nem todos os contextos são iguais, contra o Vasco fomos com sub-20... Aconteceram coisas que todos sabem. Seria diferente se pudesse contar com perfis de jogadores diferentes. Contra o Fluminense, o Barrera jogou numa posição que estamos trabalhando por falta de jogadores e hoje foi um dos melhores. Quando perdemos, quero que seja escolhendo como. Não podemos perder como contra o Fluminense, que estávamos com um a mais. Hoje perdemos, mas escolhemos como perdemos. Isso me deixa tranquilo daqui para frente. O grupo está forte, está evoluindo. Como falei antes do jogo, ainda não vimos o que somos capazes de fazer.


Arbitragem


— Não entendi por que foi expulso (auxiliar), assim como foi o Allan. Tampouco entendi o cartão amarelo para mim. Eu perguntei o porquê, achei que era para um auxiliar.


Libertadores na altitude


— Eu tenho experiência na altitude sendo mandante. A primeira coisa é ser inteligente. A segunda coisa é que temos que entender o que é uma coisa real e uma coisa mental. Não vamos ficar pensando na condição de jogo. Temos um plano de jogo. Sabemos que não vai ser um jogo normal, que a altitude muda muita coisa. Temos gente lá já treinando, que já contaram a experiência e estão fazendo bem as coisas. Estamos mentalmente fortes. Não controlamos isso. Temos que enfrentar como um inimigo a mais.


Adaptação ao futebol brasileiro


— São coisas diferentes. Cada liga tem sua particularidade, e eu tenho que me adaptar. Não dá para jogar igual em todos os lugares. Tenho minha essência, mas tenho que fazer ajustes. É diferente no México, na Argentina e em Portugal. Preciso respeitar a cultura de cada lugar, e fiz isso em todos os lugares. O futebol brasileiro tem muita qualidade em jogadores e treinadores, e isso é um desafio para mim. Para mim, várias equipes daqui competem para ser campeão em Portugal. É um desafio a cada jogo. Gosto muito que me desafiem a ser melhor.


— Falei com o Filipe Luís, ele me ensina a ser melhor e espero que eu o faça ser melhor também. É imperceptível, mas hoje fizemos ajustes no segundo tempo que deixou o time deles mais desconfortável, como a posição de Villalba, do Barrera... São coisas que eu posso fazer e tenho que encontrar. O clube foi muito honesto quando conversou comigo e me falou a situação. É fácil chegar num clube com tudo pronto.


— Estamos numa situação incômoda e tentamos a cada dia jogar melhor mesmo nesta situação. Se conseguirmos fazer isso numa situação incômoda, imagina quando estivermos cômodos. Estou feliz de viver um desafio como esse. Temos que solucionar muitas. Há coisas que vamos conseguir, outras que não vamos, mas vamos ficar mais fortes. Não vim ao Botafogo para ficar aqui um ano e voltar à Europa. Estou aqui porque quero, estou fechado com o projeto. Meu objetivo é conquistar o Brasil. Não sei se um argentino já foi campeão brasileiro, mas se não foi eu quero ser o primeiro.


Fora da disputa pelo título do Campeonato Carioca, o Botafogo vai disputar a semifinal da Taça Rio contra o Boavista - esse é o quarto ano seguido que a equipe alvinegra disputará o torneio entre os eliminados do mata-mata principal do Estadual.

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