O Botafogo encara nesta quarta-feira um difícil desafio a 4 mil metros de altitude contra o Nacional Potosí, pela Libertadores. Enquanto isso, os bastidores do clube seguem com um norte ao virar a esquina, em meio à disputa envolvendo o poderoso fundo de investimentos Ares Management Corporation, que é a maior credora, que visa assumir o controle da Eagle Holdings BidCo, que ainda pertence a John Textor que deve R$1,5 Bilhão de reais para a Ares. André Rizek, apresentador do programa “Seleção SporTV”, trouxe uma nova atualização.
Assista ao vídeo abaixo:
André Rizek atualizou sobre a situação Ares Management Corporation, a maior credora da Eagle Holdings BidCo, e John Charles Textor. "A Ares vai sufocar JT sem matar" buscando o retorno de US$250 Milhões. Pois sabem que o Botafogo é um ativo valioso.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) February 18, 2026
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– Minha visão do negócio, ouvindo as partes envolvidas da melhor maneira possível, é a seguinte. O grupo Ares, que é um dos maiores grupos de investimento dos Estados Unidos, foi convencido pelo Textor a colocar a US$ 425 milhões no negócio. Como qualquer investidor, você não coloca porque “Ah, eu amo o Botafogo”, você quer o retorno, é melhor investir ali do que deixar o dinheiro no banco, ele quer o retorno ou, no mínimo, não quer perder. Parte desse retorno já foi devolvido quando o Textor vendeu o Crystal Palace, mas ainda tem US$ 250 milhões e hoje ele não tem como conseguir esse dinheiro, ele nem imaginava que tão cedo teria que pagar isso para eles – iniciou Rizek.
– O modelo de negócio para o Textor sempre só funcionou como holding. Nunca isoladamente o Textor pensou o negócio só no Botafogo, só no Lyon. E para essa holding ter dado certo lá atrás, era fundamental ter comprado o Everton, porque ele teria aberto capital em bolsa. Hoje você tem esses investidores representados pela Ares, que é um grupo muito poderoso, que diz ter dinheiro para brigar infinitamente, para abrir frente no Brasil, nas Ilhas Cayman, na Inglaterra, no Catar, na Lua… E apostando claramente: “Textor aguenta brigar 10, 15 anos com a gente?” E eles também não podem executar ou liquidar o Botafogo, porque o Botafogo é parte do patrimônio deles. Então eles arrumaram um meio termo: sufocar sem matar – completou.
André Rizek trouxe também a visão do clube associativo sobre esse imbróglio.
– O clube associativo poderia falar: “Vou ficar do lado da Eagle, da Ares, e tentar me desfazer do Textor”. Eles também não veem confiança nesses investidores como quem trataria o Botafogo com carinho. Para eles, o Botafogo pode ser só um número. Inegavelmente, carinho, pelo menos, o Textor tem pelo Botafogo. É uma paixão na vida dele. Também porque ainda há uma gratidão muito forte por aquilo que o Botafogo viveu nos últimos quatro anos, mas insisto, o momento agora não é de avaliar se valeu a pena os últimos quatro anos, é de olhar para os próximos 40 anos – disse o jornalista. O comentarista botafoguense e também jornalista, Paulo Cesar Vasconcellos discordou, dizendo que Textor estava mais preocupado em sambar na Sapucaí, e o Botafogo é que está pagando a conta.
– Eu acho que o Botafogo social está olhando os cenários e vendo: “Poxa, mas a Ares gosta da gente, vai nos tratar com carinho, ou somos apenas um número para eles? Então eles estão esperando. O Textor arrumou agora um empréstimo para quitar dívidas emergenciais, há muitas dúvidas sobre as consequências desse empréstimo – concluiu Rizek.
