![]() |
John Textor no Estádio Nilton Santos em Fevereiro de 2025 - Foto: Icon Sport |
O clima nos bastidores do Botafogo segue tenso e carregado de incertezas. Um novo capítulo dessa disputa de poder envolve diretamente o programador, especulador e empresário Norte-americano John Textor, que tenta destravar um pacote de investimentos com empréstimo e quantia ¨tirada do próprio bolso¨ que pode chegar a US$ 75 milhões (R$387,2 milhões de reais) — mas encontra resistência dentro do clube associativo que analisa que isto vai levar o Botafogo para uma insolvência ainda mais catastrófica.
A proposta recente prevê um aporte adicional de US$ 25 milhões (128,5 milhões) do ¨próprio¨ Textor fontes próximas acreditam que tal valor pode vir de pessoas-chave tais como: Jordan Fiksenbaum e Todd Boehly, o primeiro reformulou o circo du soleil, o segundo é dono do Chelsea, e planeja investir no futebol brasileiro, chegou a ter ver a possibilidade disso ao tentar investir no Santos, Todd é amigo de Gabriel De Alba da GDA LUMA, algo que pode reforçar tal plano de John Textor; somando-se aos US$ 25 milhões já depositados pela GDA LUMA e Hutton Capital e outros US$ 25 milhões (128,5 milhões) ainda pendentes. No entanto, há uma condição crítica: a aprovação do Botafogo associativo também liberaria, automaticamente, a entrada dos fundos GDA Luma e Hutton Capital como novos acionistas da SAF.
Esse é o ponto central do impasse.
Um acordo que vem com gatilho oculto
Na prática, o associativo não estaria apenas autorizando um novo investimento — mas abrindo espaço para uma reconfiguração societária significativa. Os US$ 50 milhões (R$258,1 milhões) prometidos pelos fundos seriam convertidos em ações, diluindo a participação atual de Textor, hoje em cerca de 90% como acionista majoritário da SAF Botafogo.
O mercado já reage a esse cenário. Avaliações indicam que a SAF do Botafogo pode estar próxima de R$ 2,5 bilhões, com cada 1% das ações variando entre R$ 950 mil e R$ 1,8 milhão. Isso transforma cada movimento em uma disputa de alto risco financeiro e político.
Pressão política e risco de desgaste
Dentro do clube, o associativo se vê em uma verdadeira “sinuca de bico”.
Se rejeitar o acordo, pode ser acusado de impedir a entrada de recursos essenciais — reforçando a narrativa de que estaria tentando enfraquecer Textor para forçar sua saída. Por outro lado, aceitar sem garantias pode expor o clube a riscos jurídicos e estruturais no futuro.
A posição oficial é de cautela: qualquer aprovação dependerá da garantia de que as condições impostas não ferem normas legais nem criam passivos futuros para o Botafogo.
Guerra aberta e caminho judicial
Nos bastidores, a percepção é clara: não há mais espaço para reconciliação.
De um lado, o associativo. Do outro, Textor. Além da Ares e Iconic Sports que juntas podem fazer uma coalização futura
A disputa já caminha para desdobramentos judiciais, com processos avançando e um cenário que muitos consideram inevitável: a resolução na Justiça.
Um dos pontos mais sensíveis envolve a necessidade de um acordo com a Ares Management — principal credora da Eagle Football Holdings, empresa de Textor que controla a SAF alvinegra.
Sem esse acordo, o associativo entende que uma eventual saída de Textor poderia gerar um colapso financeiro imediato, obrigando o clube a assumir compromissos hoje vinculados à Eagle.
Estratégia travada por disputas legais
O cenário se complica ainda mais por restrições jurídicas em andamento. Tanto Textor quanto o Botafogo associativo estão impedidos de alterar a estrutura da SAF até decisões do Tribunal Arbitral da FGV.
Além disso, há um fator de pressão internacional: a disputa envolvendo a Iconic Sports contra Textor, que será julgada na Justiça Comercial britânica nos próximos meses. Este julgamento completo é o mais esperado por todos, menos por Textor, que tentou adiar, porém perdeu na corte de apelação da Inglaterra e Gales em 21 de Janeiro de 2026.
Um jogo sem empate
Nos bastidores, a leitura é de confronto total. Nenhum dos lados demonstra disposição para concessões significativas.
O associativo acredita que precisa primeiro garantir segurança financeira com a Ares antes de qualquer movimento mais agressivo contra Textor. Já o empresário aposta na pressão pública e financeira para manter o controle e viabilizar novos investimentos.
Ontem segunda-feira 6/4, houve um encontro de representantes do Botafogo Associativo, da Eagle, da GDA Luma, e de um advogado da ARES Management Corporation, num jantar de negócios, no Restaurante Dona Désirée que pertence ao filho do ex-presidente do Botafogo (1994-1996) Carlos Augusto Montenegro, Bernardo Augusto Thome Montenegro, localizado na Av. Gen. San Martin, no bairro do Leblon, na cidade do Rio De Janeiro. Membros das torcidas organizadas do Botafogo também estiveram presentes na reunião que se tornou um jantar de negócios.
Conforme informou Guilherme Cardozo do Canal Gigante Glorioso, no Twitter/X.
🚨IMPORTANTE
— Guilherme Cardozo - Gigante Glorioso (@guicardozo84) April 7, 2026
Ontem reunião importante no Leblon, no restaurante do filho do Montenegro, contou com representantes do Social, da Eagle e do advogado da Ares para decidir o futuro da SAF. Resumo do conteúdo: há realmente investidores interessados e a GDA Luma é uma delas.
A dívida atual é de 1,6 Bi. Recuperação Judicial, caso tudo o que foi falado na reunião se concretize, será considerada no futuro, mesmo com a venda da SAF.
— Guilherme Cardozo - Gigante Glorioso (@guicardozo84) April 7, 2026
Obs: todas essas informações são provenientes dessa reunião, não se trata de opinião.
Enquanto isso, o Botafogo permanece no centro de uma disputa que vai muito além das quatro linhas — um embate bilionário, jurídico e político, cujo desfecho ainda está longe de ser definido. Mas também não tão longe de ocorrer.
