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John Textor em entrevista à André Gallindo durante o pré-jogo de Botafogo x Chapecoense, no Estádio Nilton Santos - Foto/Reprodução: GE |
O ainda sócio majoritário da SAF Botafogo, John Textor cedeu entrevista para o jornalista André Gallindo, da TV GLOBO e vinculada ao GE, durante o pré-jogo de Botafogo x Chapecoense. John Textor pela primeira vez admitiu a possibilidade de deixar o Botafogo. No entanto, ele quer que haja investimento no clube.
Assista aos vídeos abaixo:
Em Nítido e bom som para quem duvidava,John Textor admitiu durante o pré-jogo de Botafogo x Chapecoense,que se ele tiver que sair do comando da SAF assim será feito,pois pretende vender as ações (90%) que tem. A AGE da próxima segunda-feira 27/4 vai ser para ter definição.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) April 21, 2026
🎥 GE pic.twitter.com/MCsGobhhjy
John Textor explica que assembleia para aprovar possível aporte acontecerá no dia 27 de abril e diz que quer colocar 25 milhões de dólares (R$ 125 milhões) no Botafogo: "Eu sou o único oferecendo dinheiro agora".#futebol #botafogo pic.twitter.com/LLeO50rmwF
— ge (@geglobo) April 21, 2026
— Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui por muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar... Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre o Botafogo — afirmou o Norte-americano.
John Textor havia convocado a assembleia para o dia 20 de abril, de forma presencial. O objetivo era "que os acionistas decidam, com urgência, como lidar com as necessidades de capitalização do clube", conforme divulgado em nota.
Textor, advogados do Botafogo e de advogados da Cork Gully/Eagle Bidco compareceram. O Norte-americano, no entanto, se mostrou insatisfeito pelo fato de representantes da holding não terem comparecido ao encontro.
— A Eagle Bidco não apareceu. Eles disseram que sim porque mandaram advogados, mas não é o que queremos. Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: "Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube". Não tivemos quórum na primeira reunião, terá outra no dia 27. Eu não me importo qual resultado será. Se eu estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste lindo clube. Os torcedores merecem. Não é a Eagle Bid Co., eu sou o sócio majoritário da Eagle. É a Ares. Fazendo o melhor que podem para proteger o time da França (Lyon) e sacrificar o do Brasil (Botafogo). Eu sou o único que trouxe dinheiro, que apresentou soluções. Todo mundo está trabalhando nas sombras. Há pessoas competentes no clube social, mas também há dinossauros que deveriam ter sido demitido há muito tempo. Demitimos treinadores e jogadores se eles não são bons, e não fazem bem ao clube por muitos anos. E eles estão atrapalhando. JP (João Paulo Magalhães Lins), o líder, o presidente do clube social, está fazendo o melhor que pode para administrar o Botafogo, e ele está ajudando bastante — alegou o programador e empresário.
John Textor, não é o único a trazer dinheiro, ele quer que o Botafogo entre em recuperação judicial para que ele continue no comando, o mesmo já sabe que tem outros investidores, querendo comprar a SAF Botafogo. Que o Associativo, Cork Gully e Ares não caiam nessa! Ninguém dos novos investidores (exceto GDA LUMA e Hutton Capital) vão oferecer dinheiro, com John Textor no comando, os novos investidores, não são ingênuos.
Veja a comparação:
Independentemente da ideologia política, o que está sendo analisado aqui, é a questão de se passarem como ¨salvadores¨ numa espécie de ¨messias¨ (moshiach) um para os EUA, o outro para a SAF Botafogo. DJT disse: ¨eu sou o escolhido¨, Textor: ¨Eu sou o único¨.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) April 22, 2026
Tal fala de John Textor lembrou de quando, o presidente dos EUA, Donald John Trump, ainda no seu primeiro mandato, olhou pro sol, durante uma coletiva de imprensa e disse: ¨Eu sou o escolhido¨ em 21 de Agosto de 2019, 2 anos exatos após o eclipse solar de 21 de Agosto de 2017. A questão aqui não é nem análise política e nem ideologia, mas como algumas pessoas, gostam de se passarem por ¨messias¨ (moshiach) e se apresentarem como ¨salvadores¨, Trump numa luta comercial contra a China, meses depois surgiria a pandemia de Coronavírus em 11 de Março de 2020; e atualmente John Textor que tenta alegar que é o único que tem soluções e ¨salvação¨ para a SAF Botafogo.
O empresário Norte-americano apresentou uma carta-proposta de investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 128,5 milhões, na cotação atual), estruturado como um aporte de capital próprio (equity) mas na verdade é um novo empréstimo vindo da GDA LUMA e Hutton Capital. Ou seja: a SAF do Botafogo receberia a verba e, em contrapartida, haveria a emissão de novas ações para tais investidores que Textor endossa (apoia), onde ele, John Charles Textor, negociaria os 90% que possui da SAF, para eles.
O clube social manteria os 10% que possui da SAF; como acionista minoritário, o Botafogo associativo precisa aprovar mudanças societárias e a emissão de ações, o que ainda não aconteceu.
— Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho. Eu fiz uma oferta de investimento de 25 milhões de dólares. Eu só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Eu pedi autorização para meu investimento de 25 milhões de dólares ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos (GDA LUMA e Hutton Capital) — justificou Textor.
O edital de convocação da AGE registra os seguintes pontos de discussão na ordem do dia 20/4:
Aprovação do aumento do capital social da SAF no valor de R$ 128,5 milhões, mediante a emissão de "novas ações ordinárias da Classe B, todas nominativas e sem valor nominal, a serem totalmente subscritas e integralizadas" pela Eagle Football Group, empresa nas Ilhas Cayman, "resguardando-se, ainda, os direitos do Botafogo Futebol e Regatas";
Caso o aumento de capital seja aprovado, "consignar, nos termos do artigo 171 e seguintes da Lei das Sociedades por Ações, a renúncia pelos atuais acionistas da Companhia de seu direito de preferência na subscrição de ações do aumento de capital acima previsto";
Ratificar a aprovação do empréstimo recebido, no início de fevereiro, pela GDA Luma, utilizado para para quitar as pendências relacionadas ao transfer ban;
Deliberação sobre outras formas de aportes sugeridas pelos acionistas da SAF.
Segundo uma apuração do GE, a proposta enviada ao Botafogo associativo, Textor cita empresa nas Ilhas Cayman, e os US$ 25 milhões (aproximadamente 128,5 milhões) seriam a primeira parte de um investimento obrigatório.
O Botafogo vive momento financeiro delicado. Na última semana, o clube sofreu um transfer ban nacional pelo não pagamento da parcela de um plano coletivo de refinanciamento de dívidas junto a credores; a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) impediu o registro de novos atletas por seis meses.
