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John Textor e o seu inseparável boné azul durante jogo do Botafogo pelo Super Mundial De Clubes 2025 — Foto: Alex Pantling - FIFA |
Não teve jeito, Textor mentiu de novo. Após declarações de que ele tinha conseguido um entendimento com a Ares Management, para que avançassem os próximos passos da SAF Botafogo, a empresa tratou de negar publicamente qualquer acordo com o empresário Norte-americano.
A manifestação de Textor ocorreu em um comentário feito no Instagram oficial do Botafogo, na publicação que comunicava a demissão de Alessandro Brito. Na mensagem, o empresário afirmou que havia feito “as pazes com a Ares sobre os próximos passos do Botafogo”, acrescentando que o “acordo é bom” e que “o clube social só precisa dizer sim”.
Apesar da declaração, John Charles Textor não esclareceu qual seria exatamente o teor do suposto entendimento. O comentário deixou em aberto diferentes interpretações: uma possível retomada do comando da SAF, uma reorganização societária ou até mesmo uma venda definitiva do controle do futebol alvinegro.
No entanto, segundo informações obtidas pelo jornal O GLOBO através de João Pedro Fragoso, a Ares negou categoricamente que exista qualquer tipo de acordo ou transação envolvendo John Textor e o futuro do Botafogo. De acordo com a empresa, qualquer afirmação nesse sentido “é inverídica”.
Ainda segundo a apuração, a Ares informou que o caso segue sendo conduzido pela Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, grupo ligado às operações financeiras envolvendo a Eagle Football Holdings. A companhia britânica é quem estaria centralizando as tratativas relacionadas aos ativos e às definições administrativas do conglomerado comandado anteriormente por Textor.
O GLOBO informou ainda que tentou contato com representantes da Cork Gully LLP, mas não recebeu retorno até a publicação da reportagem.
Relação desgastada
A negativa da Ares reforça a percepção de que a relação entre John Textor e os fundos credores se deteriorou de maneira profunda nos últimos meses. Internamente, pessoas ligadas ao processo apontam que a confiança entre as partes estaria praticamente rompida.
Uma das declarações mais contundentes sobre o desgaste veio do ex-presidente e diretor-geral temporário da SAF do Botafogo, Durcesio Mello Andrade. Em conversa com o jornalista Claudio Portella, no dia 24 de abril de 2026, revelada posteriormente no programa “Redação Sportv”, Durcesio afirmou:
“Ele (John Textor) esticou tanto a corda que a Ares não quer ver mais o Textor pintado de nada.”
A frase sintetiza o cenário de desgaste político e financeiro que se instalou nos bastidores do clube desde a perda de protagonismo de Textor dentro da estrutura da Eagle Football e de dirigentes do Botafogo associativo.
No início da semana, no Domingo 24/5, em meio aos bastidores turbulentos do Botafogo, acionistas conseguiram um ‘acordo de pacificação’ e avançaram em negociação sobre o futuro investidor da SAF alvinegra. Com isso, clube associativo e a Eagle Bidco colocaram fim em conflitos jurídicos e passaram a avaliar interessados em adquirir a SAF em um cenário de "cessar-fogo" válido até 20 de Junho de 2026.
Três propostas pela SAF do Botafogo foram oficializadas até o momento: da GDA Luma, do Fundo de Investimentos MasterCom Capital (que tem endereço fiscal no Texas) mas na verdade é da Flórida, e de John Textor com Marinakis e amigos da FuboTV; além de uma proposta nos próximos dias vinda de um fundo europeu que atua numa rede multiclubes. Nos bastidores, todos indicam que a GDA Luma de Gabriel de Alba é a grande favorita para assumir a SAF do Botafogo, que segue tendo a Eagle Holdings BidCo como dona de 90% das ações, enquanto o clube social tem 10% e poder de veto.
