EXCLUSIVO: Botafogo vai ao mercado em busca de novo patrocinador máster após medida preventiva contra bets; VBET antecipou valores a receber antes do fim da Gestão Textor

Clube avalia propostas de empresas de diferentes setores após antecipação de receitas do contrato com a VBET


O ex-controlador da SAF John Textor com a camisa especial dedicada à VBET em 2025 - Foto Reprodução/Instagram

O Botafogo sob a chancela do CEO Eduardo Hahn Iglesias, e com o aval de João Paulo Magalhães Lins e Gabriel de Alba, já trabalha na busca por alternativas comerciais para ocupar o espaço que será deixado pela VBET em sua camisa após a nova medida do governo federal que proibiu a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, até o presente momento. 


A movimentação acontece em um cenário considerado particularmente importante para o clube: antes da publicação da Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, John Textor trabalhou pela antecipação das receitas previstas no contrato com a VBET. Conforme informação exclusiva da Gazeta Botafogo em Maio, a antecipação significa que a receita prevista para 2026 já não deverá impactar negativamente o orçamento do Botafogo na reta final do ano, como em outros clubes. 


Todas as verbas previstas no acordo com a VBET (que é uma casa de apostas da Armênia) foram antecipadas durante o fim da gestão de John Charles Textor. O contrato, firmado no início de 2025 e válido até o fim de 2027, tinha valor estimado em R$ 55 milhões por temporada, podendo chegar a R$ 70 milhões mediante o cumprimento de metas. 


Novo movimento comercial

Com a impossibilidade de manutenção da publicidade de casas de apostas, o Botafogo passa a ouvir o mercado em busca de empresas interessadas em ocupar o espaço comercial da camisa.


Entre os segmentos e empresas que aparecem no radar estão:


Petróleo e energia: Frontera Energy (Quem tem investimentos de Gabriel de Alba da GDA LUMA, através do The Catalyst Group) e a Chevron; Chance menor é a SHELL, onde tem o CEO Libanês, Wael Sawan que se declarou torcedor do Botafogo.


Bancos tradicionais e digitais: Banco do Brasil, Nubank, C6 Bank e Banco Original;


Medicamentos e indústria farmacêutica: Cimed e Neo Química;


Marketplace e comércio digital: Mercado Livre, Shopee e Amazon;


Alimentos e bebidas: Bob's e Guaraviton.


Neste momento, a movimentação é tratada como prospecção comercial e busca por propostas, não como confirmação de que qualquer uma dessas empresas tenha fechado acordo com o clube.


VBET deixa espaço na camisa

A situação decorre diretamente da Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. O texto proíbe, entre outras atividades, a exploração, oferta, intermediação e publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional. 


Assim, até o presente momento, o Botafogo deverá entrar em campo sem a marca VBET estampada na camisa, seguindo o novo cenário regulatório. O uniforme continuará tendo a Mizuno como fornecedora de material esportivo. 


Mercado aberto para uma nova marca

A estratégia alvinegra passa, portanto, por transformar o espaço anteriormente ocupado pela VBET em uma nova oportunidade comercial. A lista de setores avaliados demonstra que o clube não estaria restringindo a prospecção a um único segmento.


A possibilidade de empresas de petróleo, instituições financeiras, farmacêuticas, plataformas de comércio eletrônico e companhias de alimentos e bebidas disputarem o espaço abre diferentes caminhos para a próxima parceria máster do Botafogo.

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