A Fifa já condenou o Botafogo a pagar uma multa de US$ 150 mil (cerca de R$ 792 mil na cotação atual) por conta de parcelas devidas ao Vélez Sarsfield pela compra de Álvaro Montoro, segundo revelou Gabriel Peornedo, tesoureiro do clube argentino, em entrevista à “Rádio Antena Pueblo” nesta segunda-feira (26/1). A situação fora dos campos, se complica, já que o Botafogo está há 28 dias em Transfer Ban, pelo não pagamento das parcelas totais na compra de Thiago Almada ao Atlanta United da MLS. E John Textor apenas apareceu no sábado 24/1 publicamente na Live no Youtube, após a pressão do protesto. Nesta mesma Live na Arena Alvinegra no Youtube, Textor disse que estará presente no Estádio Nilton Santos, na próxima quinta-feira 29/1, para assistir Botafogo x Cruzeiro.
De acordo com o dirigente, são duas parcelas em atraso: uma de US$ 1,5 milhão (R$ 7,9 milhões) que venceu em agostou e outra de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) vencida em dezembro. Segundo o Vélez, a dívida total do Botafogo por Montoro é no momento de US$ 2,85 milhões (R$ 15 milhões). O que Peonerdo falou, se junta ao que Federico Balestrini disse em entrevista recente.
– Não recebemos o pagamento de nenhuma das parcelas. Recorremos à Fifa em ambos os casos. Em relação à parcela de agosto, seguindo os procedimentos da Fifa, uma decisão foi emitida na semana passada contra o Botafogo, que terá de nos pagar uma multa: eles cobraram US$ 150 mil mais juros – explicou Peornedo.
– Certos prazos legais devem ser cumpridos. A parcela vence, você envia a fatura, envia um e-mail solicitando o pagamento, cobra uma ou duas vezes, existem certos processos… Quando você não recebe uma devolutiva do Botafogo, apresenta na Fifa – completou.
De acordo com o dirigente do Vélez, ainda há mais parcelas a vencer no futuro.
– O Vélez deve então receber US$ 2,5 milhões, mais multas, das quais já temos US$ 150 mil referentes à primeira parcela. Ou seja, o valor total devido até o momento é de US$ 2,85 milhões. E, mais à frente, há mais parcelas restantes. O plano de pagamento inicial era de dois anos – concluiu Peornedo.
