SAF Botafogo está em receio com aporte com juros prometido por John Textor, pois irá liquidar 90% que ele tem do Botafogo colocando venda de jogadores como garantia e mais incertezas

John Textor segurando o seu celular iPhone em mãos, enquanto sorri, antes de jogo do Botafogo contra o PSG, naquele 19/06/2025, pela Copa Do Mundo De Clubes 2025 | Foto: Icon Sport


Em entrevista no último sábado 24/1, na Arena Alvinegra, quando confirmou a entrada de uma "quantia significante" de dinheiro nos próximos dias nos cofres do Botafogo após um aporte da Ares que segundo ele foi aprovado, animaram torcedores alvinegros. Nos bastidores da SAF, porém, a empolgação não é a mesma. Internamente, não há um consenso em relação ao aporte, que se trata especificamente de um empréstimo, por conta dos termos contratuais para o retorno dos valores aos possíveis investidores, antigos parceiros de Textor na "FuboTV".


Vista mais como um empréstimo do que como um simples aporte, a movimentação colocaria cerca de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 264 milhões) no caixa da SAF do Botafogo, sendo US$ 20 milhões (cerca de R$105 milhões) num primeiro momento e outros US$ 30 milhões (R$158,4 Milhõesem semanas posteriores. Fontes ouvidas pela reportagem de ¨O GLOBO¨ indicam que a mudança na nomenclatura tem como base a necessidade de que esse valor seja devolvido aos possíveis novos investidores. Já o receio na SAF Botafogo se justifica principalmente pelos juros do negócio, que poderiam fazer a quantia dobrar num período de aproximadamente quatro meses.


Ainda na entrevista que deu ao canal "Arena Alvinegra", John Textor indicou também que a entrada do dinheiro poderia abrir caminho para que os novos investidores se tornassem acionistas da SAF do Botafogo. Nesse caso, John Textor abriria mão de parte dos 90% das ações que detém do Fogão, mas seguiria no comando administrativo da empresa. Por mais que esse seja o desejo de Textor, fontes de O GLOBO afirmam que não é isto que consta como garantia no contrato feito entre as partes.

Contratualmente, o que se diz é que, caso os valores sejam, de fato, destinados ao Botafogo, o clube, por sua vez, daria a venda de atletas como garantias de pagamento.


Há, na SAF Botafogo, quem veja isso com normalidade a partir do pressuposto de que negociar jogadores já faz parte do DNA do projeto montado por John Textor. Além disso, há o argumento de que a escolha de quem seria vendido partiria do departamento de futebol alvinegro, como de praxe.


Por outro lado, há também quem aponte esse caminho como em um sentido contrário ao de austeridade que a SAF tem tentado buscar recentemente. Nas últimas semanas, o Botafogo já negociou alguns atletas importantes (como Marlon Freitas, David Ricardo e Savarino) para acertar as contas internas e conseguir honrar compromissos com jogadores, que tiveram parte dos vencimentos atrasados em alguns meses.


Por isso, embora Textor tenha confirmado que toda a documentação foi aprovada para que o dinheiro entre "nesta semana" nos cofres do Botafogo, o que se diz é que a entrada da quantia pode não acontecer justamente pelas incertezas relacionadas às condições contratuais do negócio.


Com informações O GLOBO

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