John Textor em 13 de Setembro de 2022 - Foto: A. Martin/L'Équipe
O antigo homem forte do Olympique Lyonnais tentou uma manobra para retomar o poder aproveitando-se da Assembleia Geral. Barrado por Michele Kang e pela Ares, seu fracasso pode lhe custar caro.
Horas tensas no OL: Textor tentou (e fracassou em) seu golpe! Michèle Kang venceu a queda de braço. No fim das contas, a assembleia geral do Eagle Football Group nesta quarta-feira de manhã deverá ser, a princípio, menos sangrenta. Poderia ter sido explosiva, com consequências negativas. O que teriam pensado a DNCG e a UEFA sobre o retorno do Norte-americano ao poder? Um segundo salvamento do Olympique Lyonnais por Michele Kang?
Se dentro de campo tudo vai bem — especialmente com a 8ª vitória consecutiva do Lyon no domingo, em Metz (5 a 2) —, nos bastidores houve confronto pesado nas últimas 48 horas, com o objetivo, para John Textor, ex-chefe operacional do OL, de assumir o controle do clube nesta quarta-feira durante a assembleia geral.
O caso começa de forma relativamente banal, com a votação, antes da assembleia geral, por dois dos três administradores da BidCo, a estrutura que detém, dentro da organização Eagle, as ações e 87% dos direitos de voto. Ou seja, o verdadeiro poder jurídico de fato do Olympique Lyonnais, o Lyon.
Textor tenta o tudo ou nada
Ciente do teor da demissão feita aos dois diretores independentes (Stephen Welch e Hemen Tseayo), John Textor reage de forma unilateral e brutal: com a ajuda de seus advogados, informa que os destituiu e que, consequentemente, seus votos não seriam válidos. E, como não estaria mais impedido, ele poderia ir fisicamente a Lyon nesta quarta-feira para (re)assumir o poder, afastando o atual conselho, de Michele Kang e Michael Gerlinger, e solicitando à assembleia a votação de uma moção que o recolocasse no cargo.
Passado esse momento de assombro interno, a resistência entra em ação. Este é o segundo momento forte, nos bastidores, entre segunda e terça-feira, agora com a entrada em cena… da Ares, a financiadora do dinheiro de John Textor. Pois aquele que se tornou um pária em Lyon para os torcedores — como mostrou o comunicado dos Bad Gones (garotos maus) antes da assembleia geral — aparentemente havia esquecido um detalhe: ele deve satisfações ao seu… banqueiro!
O atual Conselho entra em resistência
Michèle Kang, apoiada pela Ares após ter salvado o OL do desastre financeiro no dia 9 de julho passado diante da DNCG (e afastado John Textor da governança em 30 de junho de 2025), conseguiu a proeza, com seus advogados, de reverter a situação demonstrando que a destituição dos administradores ocorreu após seus votos. Estes, portanto, são plenamente válidos.
Consequência: o “golpe de Estado no OL” tentado por John Textor durou pouco. Na noite passada, após o envio de uma carta da Ares, ficou explicitamente escrito que a tentativa de afastar, em 25 de janeiro, os dois administradores não é juridicamente possível. Os dois administradores votaram dentro da legalidade.
Com outra frase, carregada de significado: “a destituição de John Charles Textor do cargo de diretor da empresa, com efeitos imediatos”.
A assembleia geral de hoje poderá, portanto, ocorrer, a princípio, sem confrontos (jurídicos), mas não sem consequências para John Textor, definitivamente afastado pela Ares de qualquer poder no OL.
O OL escapa de uma nova tempestade
Um novo tropeço para John Textor — e este pode doer muito. A página Textor em Lyon está prestes a ser virada, a menos que, como um animal ferido e acuado, o ex-comprador e todo-poderoso dirigente do OL até 30 de junho passado tire um trunfo da manga. Algo pouco provável, contudo, em um dossiê no qual John Textor sempre esteve sob o controle de seu “banco”, a Ares. Algo que ele esqueceu no fim de semana, quando lançou sua batalha que parece ser a última de sua carreira no futebol do OL. Resta saber quais serão as consequências para seu futuro nas outras estruturas da Eagle Holdings, e outros clubes como Botafogo e RWDM Brussels.
Com informações RMC SPORT
