Martín Anselmi tira o Textor da reta e diz após derrota do Botafogo para o Flamengo em Clássico da Rivalidade pelo Brasileirão: ¨Quando o time perde, o treinador é um burro¨ (VÍDEO)


 
Martín Anselmi quase fazendo um ¨As above, so below¨.(Assim como é acima, é abaixo) Foto: MAURO PIMENTEL / AFP


O trabalho de Martín Anselmi é cheio de erros, mas não falar que o John Textor faz nos bastidores é um escárnio com o torcedor. Textor vira e mexe interfere nas escalações, através de recados via Léo Coelho ou Alessandro Brito. Uma coletiva toda onde o técnico se torna o bode expiatório, mas o dono da SAF Botafogo, apenas por causa de uma liminar na justiça do RJ, que o ainda mantém, não caiu. 


Em momento conturbado, o técnico Martín Anselmi demonstrou abatimento ao conceder entrevista coletiva após derrota por por 3 a 0 no clássico contra o Flamengo, no estádio Nilton Santos, neste sábado, pelo Brasileiro.


Ao ser questionado sobre a escolha por utilizar dois zagueiros e não três, o técnico se irritou e fez um desabafo.



— No jogo passado, em nenhuma partida jogamos com três zagueiros. Contra o Potosí, Mateo Ponte defendeu a lateral, jogamos com quatro. Hoje foi o mesmo. Hoje explicar não tem sentido. Por mais que eu explique, nós perdemos. Então sou burro. Sou burro porque perdemos. É a verdade. Quando a equipe perde, o treinador é um burro. A torcida diz que sou um burro — afirmou o técnico.


Anselmi, que costuma chegar rápido às entrevistas, demorou mais de uma hora para se apresentar na sala de coletivas do Botafogo. Ele respondeu às perguntas demonstrando certo abatimento, com reflexões mais duras sobre o momento da equipe.


O jogo contra o Flamengo foi o primeiro depois da eliminação precoce da pré-Libertadores, sofrida para o Barcelona de Guayaquil na última terça-feira. A última vez que Anselmi viu sua equipe vencer um time da Série A, na estreia do Brasileirão, quando o Botafogo goleou o Cruzeiro por 4 a 0. A sequência ruim provocou gritos de burro na arquibancada do estádio Nilton Santos.



— Sei o que sente o torcedor. Acreditem, eu sei. Também fui torcedor, também insultei, também critiquei. Viajei quilômetros para apoiar meu time. Então sei o que eles sentem hoje. Nada do que eu fale vai reverter esse sentimento, não se julga. O sentimento não se julga. É o que é. Como torcedor, estou decepcionado. Tudo que eu digo com relação ao que trabalhamos, ao que deixamos, é reverter essa situação.


— Só posso dizer que, para mim, hoje o Botafogo é minha vida. É assim. Minha vida é o Botafogo 24h por dia. Minha família está em outro país e passo todo dia pensando no Botafogo. Na partida passada, na pré-Libertadores, não conseguimos empatar a partida. É difícil de explicar — completou.



A derrota para o Flamengo manteve o Botafogo na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Botafogo vai reviver a rivalidade recente contra o Palmeiras. A partida está marcada para a próximo quarta-feira, às 19h, no Allianz Parque.


Veja outras respostas do treinador:

Desempenho da equipe


- Não concordo que meus jogadores não competiram hoje. Na primeira metade, foi uma partida parelha. Tínhamos a bola repartida. Depois, uma jogada desafortunada, onde Jordan (Barrera) chega a fechar, o rebote fica com o Barboza, bateram e pega no Bastos e recebemos um gol. Depois, achei que a equipe estava competindo, estava no jogo. Outra falta quando tínhamos a bola. Depois, tenho que ver o regulamento. A nossa bola está com Raul, o árbitro tem uma conversa com Allan, penaliza Allan e dá a falta para eles. Expulsa Barboza. Mas nós competimos - explicou o técnico.


Atuação do Medina


— Posso jogar com Medina, Danilo, Montoro, Barrera. Posso jogar com Medina, Allan, Montoro e Santi. Posso jogar com Medina, Newton. Acontece que o normal cai no lugar comum de ver o jogador em campo e não ver o movimento, onde ele se posiciona. Por isso (falam) dos três jogadores. Hoje ele demonstrou que vai ser um jogador que vai nos dar muito.


Demora para chegar


— Se Imaginam muitas coisas. Imagina mais do que acontece. Estamos muito juntos. Fico um pouco no meio, me encataria falar pra torcida tudo que falamos. Mas não para todo o Brasil. Sei que estamos juntos e vamos matar pelo Botafogo.


O que fazer para trazer confiança?


—Ganhar, boa noite. Todo o resot eu já falei. Trabalhar, analisar partida, ver os erros. Faz parte. Para trazer confiança? Ganhar.


Momento do Botafogo


- Não concordo com a palavra competir como o real problema. Aconteceram muitas coisas. Mas também sei, como disse aos jogadores, temos que fazer as coisas no dia a dia. Essa situação vai se reverter. Não vou vender ilusão. Vocês não me conhecem, mas digo a verdade. Digo o que sinto dentro de mim. Fui eliminado com o Porto no Mundial de Clubes e dei coletiva. É assim. Acredito no que fazemos dia a dia no Botafogo. O caminho é largo. Quero falar de futebol, adoro falar de futebol.


Goleiros do Botafogo


— Nós já tínhamos decidido, antes do jogo contra o Barcelona, que Raul ia jogar (contra o Flamengo). Porque vinha agarrando no Carioca, sabíamos que esse jogo seria do Raul. No jogo seguinte, será Raul. Acredito nos meus jogadores.

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