53 dias desde a sua última vinda até então em 07/12/2025, John Textor está agora mais pressionado do que nunca. E de todos os lados possíveis. Destituído do comando da Eagle Football Holdings BidCO (EFH) pela Ares na última terça-feira, o empresário americano desembarca no Rio de Janeiro hoje para assistir à estreia no Campeonato Brasileiro Série A 2026 contra o Cruzeiro, às 21h30, no Nilton Santos, mas principalmente com a missão de recuperar do próprio caos que ele fez dentro da SAF do Botafogo e que afastou a torcida alvinegra.
Para isso, a última chance de Textor é a tentativa de avançar no empréstimo de US$ 50 milhões (R$259 Milhões) que tiraria o clube do Transfer Ban da Fifa. Acontece que, pelos juros altos do negócio, que poderiam fazer a quantia devida praticamente dobrar em um período de aproximadamente quatro meses, e pela inclusão da venda de atletas como forma de garantias, há uma importante ala na SAF que se coloca contra a entrada do dinheiro. Presencialmente, Textor tentará pressionar a cúpula a aceitar a movimentação.
Pessoas próximas ao americano indicam que a entrada do dinheiro e, consequentemente, o pagamento da dívida com o Atlanta United para que o Botafogo saia do Transfer Ban, é a solução vista por ele como uma forma de recuperar parte da popularidade com a torcida. Textor foi alvo de diversos protestos nos últimos dias, no entorno do Nilton Santos, e nos muros do CT Lonier e nas redes sociais, o empresário americano tem adotado postura receosa com o avanço da crise financeira no alvinegro e administrativa na Eagle Football Holdings (EFH).
Talvez por isso, John Textor decidiu dar, ontem, sua versão dos fatos dos acontecimentos de terça-feira. Em ação conjunta entre Ares, principal credora da Eagle, e Michelle Kang, acionista e executiva da holding, Textor foi destituído do controle da empresa por “direito de credora”. Na versão do Norte-americano, porém, o controle da EFH “ainda está em disputa”. Porém Textor tentou aplicar um golpe à Michele Kang.
“Continuo sendo o acionista controlador da Eagle Football Holdings Limited, o único acionista da Eagle Football Holdings MIDCO Limited, que por sua vez é a única acionista da Eagle Football Holdings BIDCO Limited”, diz um trecho da nota enviada ao O GLOBO.
Por outro lado, tudo segue igual no comando da SAF: com John Textor no comando. O Norte-americano ainda é sustentado por uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Textor endividou SAF do Botafogo em R$ 1 milhão por dia desde a sua criação
Pelo que consta na Receita Federal, a Botafogo S.A.F. foi aberta em 30/12/2021. Seu quadro societário tem John Charles Textor como diretor e Thairo Arruda em posição semelhante. O capital social informado foi de R$ 356.915.105,09.
Pois, contando desde a abertura do novo CNPJ até ontem, 28 de janeiro de 2026, exatos 1.490 dias se passaram. Em média, portanto, a dívida acumulada foi de R$ 1,006 milhão a cada 24 horas.
Com informações O GLOBO

